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Definição, identificação e análise de riscos em projetos de engenharia

Publicado em 14/09/2015

Resumo: Este artigo cita a definição, identificação e análise de riscos em projetos de engenharia. Com foco no papel do Engenheiro de Planejamento de mitigação das análises para intervenções eficazes.

Introdução:

O Gerenciamento dos riscos do projeto inclui os processos de planejamento, identificação, análise, planejamento de respostas e controle de riscos de um projeto. Os objetivos do gerenciamento dos riscos do projeto são aumentar a probabilidade e o impacto dos eventos positivos e reduzir a probabilidade e o impacto dos eventos negativos no projeto. (Boyadjian, 2015)

Definição de risco:

Vários autores defendem que o risco está associado a ameaça ou a incerteza, isso é bastante comum pois a nossa cultura organizacional é totalmente voltada e incorporada a execução direta dos projetos sem a percepção primária do que está envolvido no escopo e a necessidade de um planejamento direto é como construir a fábrica sem saber se existe ferro para construir as máquinas.

O risco é basicamente associado a uma premissa negativa como aspecto relevante para atrapalhar o seu gerenciamento e inviabilizar o projeto. Porém o termo está associado a várias disciplinas, embora cada uma o defina à sua maneira. Dentre a área de gerenciamento de projetos podemos destacar o risco com essas definições formais de acordo com Raz e Hillson:

  • Riscos são eventos incertos que têm somente efeito negativo no projeto;
  • Riscos são eventos incertos que podem ter tanto efeito positivo (oportunidade) quanto negativo (ameaça) no projeto;
  • Riscos são eventos incertos que têm efeitos no projeto. Esta última definição não explicita se os efeitos são negativos ou positivos.

Para Modarres (2006), o termo “risco em projeto” significa não somente a ocorrência de um fato indesejável, mais também o quão provável e quais as consequências do mesmo, caso ocorra.

Já o PMI define o risco da seguinte maneira:

  • Risco é um evento incerto ou conjuntos de circunstâncias que, caso ocorra, terá efeito positivo ou negativo em um ou mais objetivos do projeto.
  • Risco é um evento ou condição incerta que, se ocorrer, tem um efeito positivo, como escopo, prazo, custo e qualidade.

Ao fazer um comparativo entre todos os autores podemos concluir que risco é um processo inevitável e incontrolável. Podemos também afirmar que o a definição de risco também pode ser um alerta para um possível replanejamento ou adequação do escopo durante a execução do processo e se bem acertado pode ser um fator de oportunidade servindo como lição aprendida e aprimorando o desenvolvimento da execução do projeto.

Uma boa forma de caracterizar a definição de risco é implantar a identificação dele logo no início do planejamento afim de iniciar um processo de análise e mitigação como no gráfico abaixo:

Figura 01: Gráfico Restrição X Incerteza do Projeto

 projetos

Identificação de risco

Existem invariáveis formas de identificar os riscos em um projeto e seus atenuantes, para isso é necessária uma análise que pode começar com uma metodologia de análises durante o próprio planejamento do projeto elencados aqui como força, fraqueza, oportunidades e ameaças.

Essa análise permite ainda de forma global instigar uma série de variáveis antes da execução afim de identificar o risco afim de destrinchar os fatores gerais de identificação dos riscos, sendo eles:

projetos

Para além desse processo de identificação também é necessário analisar as variáveis de tipos que podem ocorrer no em um projeto (Fortes, 2011).

  • Riscos externos ou ambientais no projeto;
  • Riscos internos ou organizacionais no projeto;
  • Riscos tecnológicos do projeto;
  • Riscos operacionais ou de gerenciamento do projeto.

Esses tipos de riscos correspondem a uma das variáveis de atitudes que podemos tomar para a sua mitigação e até eliminação que vão desde a dificuldade da própria identificação e controle via plano de contingência, cultura, clima organizacional, processos administrativos internos à organização, processos de terceirização, desconhecimento tecnológico, cronograma malfeito, orçamento a um escopo em foco definido.

 

Análise Qualitativa

A análise qualitativa de riscos avalia a prioridade dos riscos identificados usando a probabilidade deles ocorrerem, o impacto correspondente nos objetivos do projeto se os riscos realmente ocorrerem, além de outros fatores, como prazo e tolerância a risco das restrições de custo, cronograma, escopo e qualidade do projeto. Durante esta análise, objetiva-se como saídas, ou resultados, os seguintes itens:

  • Classificação relativa ou a lista de prioridades dos riscos do projeto;
  • Riscos agrupados por categoria;
  • Lista de riscos que exigem resposta a curto prazo;
  • Lista de riscos para análise e respostas adicionais;
  • Lista de observação de risco de baixa prioridade;
  • Tendências dos resultados da análise qualitativa de riscos.

Análise Quantitativa

A análise quantitativa de riscos é realizada nos riscos que foram priorizados pelo processo de Análise qualitativa de riscos por afetarem potencial e significativamente as demandas conflitantes do projeto. Analisa o efeito desses eventos de risco e atribui uma classificação numérica a esses riscos. Ela também apresenta uma abordagem quantitativa para a tomada de decisões na presença da incerteza. Nesta etapa obtêm-se as seguintes saídas:

  • Análise probabilística do projeto;
  • Probabilidade de realização dos objetivos de custo e tempo;
  • Lista priorizada de riscos quantificados;
  • Tendências dos resultados da análise quantitativa de riscos.

 

Planejamento de Resposta de Risco

Desenvolvimento de opções e ações para aumentar as oportunidades e reduzir as vulnerabilidades encontradas no projeto.

Saídas:

  • Registro de riscos (atualizações);
  • Plano de gerenciamento do projeto (atualizações);
  • Acordos contratuais relacionados a riscos.

Todo Projeto bem gerenciado conta com um plano eficaz para Gerenciamento de riscos, que os aborde de forma consistente para cada caso. A organização deve se comprometer em lidar de forma proativa com os riscos ao longo de todo o ciclo de vida do Projeto e em todos os níveis e departamentos de que dispõe, aumentando assim as chances de sucesso.

Conclusão:

Para e efetivação do planejamento do projeto é necessário o controle do gerente do projeto e o Engenheiro de Planejamento assegurar o cumprimento das etapas para possível eliminação do maior quantitativo de erros e elevação da qualidade.

Todo Projeto bem gerenciado conta com um plano eficaz para Gerenciamento de riscos, que os aborde de forma consistente para cada caso. A organização deve se comprometer em lidar de forma proativa com os riscos ao longo de todo o ciclo de vida do Projeto e em todos os níveis e departamentos de que dispõe, aumentando assim as chances de sucesso.

Referências:

  • Joia, Luiz Antonio (2013) – Gerenciamento de Riscos em Projetos / Luiz Antonio Joia – 3. Ed. – Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013

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Sobre os Autores:

Rodrigo Vieira – Arquiteto e Urbanismo formado pela PUC Minas, pós-graduando em Engenharia de Planejamento pelo IETEC/MG. Possui 05 anos de experiência nos ramos da mobilidade urbana e plano diretores. Atualmente exerce a função de coordenador do eixo urbanismo no Programa Judicial de Conciliação para Remoção e Reassentamento Humanizados de Famílias do Anel Rodoviário e BR 381. E-mail: rodrigoanarquitetura@gmail.com

Wederson Silva – Pós-graduado em Gestão de Projetos, Graduado em Engenharia de Produção / Mecânica e Técnico Industrial Mecânico. Experiências: Coordenação de Equipes em Projetos, IVECO, FIAT” e em múltiplos Projetos, Gerenciamento do PMO da área de Operações no Grupo Kroton, Controle de Qualidade, Processos de Fabricação Industrial, desenvolvimento de fornecedores, Planejamento de Produção, Ajustes de Lay Out e Desenvolvimento de Processos para Novos Produtos. Atualmente, Estudante de Engenharia Civil “8° período” e Pós-graduando em Engenharia de Planejamento. E-mail: engenhobh@ig.com.br

Giovanni Júnior Fernandes – Engenheiro Mecânico formado pela Unileste, Técnico em Mecânica de Manutenção pelo Senai CFP NA, pós-graduando em Engenharia de Planejamento pelo IETEC/MG. Possui 04 anos de experiência nos ramo metalomecânico, mais precisamente usinagem e caldeiraria. Atualmente exerce a função de coordenador de PCP.

Contexto: o presente trabalho é resultado de pesquisa realizada com alunos da 10a Turma de Engenharia de Planejamentos com a coordenação do Prof. Ítalo Coutinho do IETEC.

Se você tem comentários, sugestões ou alguma dúvida que gostaria de esclarecer, aproveite o espaço a seguir.

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  1. EVANILDO DOS SANTOS disse:

    BASTANTE PERTINETES AS INFORMAÇÕES E COM VASTO GRAU DE ENSINAMENTO.

  2. Alexandre Duarte Souza disse:

    Muito bem elaborado o artigo pelos autores Rodrigo Vieira, Wederson Silva e Giovanni Júnior. Certamente o Gerenciamento de Riscos é uma das etapas mais importantes para aumentar as chances de sucesso em um projeto.
    Trabalho em indústria de autopeças e vejo este tema ser pouco explorado. Existe uma preocupação maior no acompanhamento das etapas do cronograma, mas não são feitas reuniões específicas para Gerenciamento de Riscos.
    Identificar os riscos logo no início e lidar de forma proativa durante todo o ciclo do projeto pode-se mitigar ou mesmo eliminar diversos planos de ações que impactam no orçamento e compromete o prazo do projeto.
    Com certeza vou aproveitar as ideias deste artigo para aplicar no meu dia-a-dia de trabalho, a dificuldade maior vai ser inserir este procedimento na cultura organizacional da empresa.

    Obrigado!
    Alexandre Duarte Souza
    Engenheiro Mecânico

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