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Sobre trabalhar, aprender, divertir… e ganhar dinheiro

Publicado em 26/04/2017

O Prof. Lúcio Fonseca discute, neste texto, a possibilidade de conciliar trabalho, aprendizagem, diversão e resultados – inclusive financeiros.

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Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz.

(Gonzaguinha – Compositor e cantor brasileiro, na música “O que é o que é”)

Se você se diverte e não ganha dinheiro, está errado. Se ganha dinheiro e não se diverte, também.

(Salim Mattar – Fundador da Localiza Rent-a-car)

COMENTÁRIO
Para mim, o conceito de “viver” sempre foi uma soma de trabalho, aprendizagem, diversão e resultado, entendido este como alcance dos objetivos projetados e, como consequência, da justa remuneração.

Na minha primeira reunião com as várias equipes que, durante minha já longa carreira profissional, tive o privilégio de liderar, sempre propus que nosso lema fosse “Alegria e Eficácia”, necessariamente nesta ordem. Nunca acreditei ser possível ter eficácia se as pessoas não estão felizes com o que fazem e com o ambiente em que trabalham, se não sentem o gosto bom do desafio, o prazer de vencê-los, e a alegria de celebrar as vitórias. Por outro lado, nunca fui daqueles que se contentavam em “criar um bom clima de trabalho”. Resultados são fundamentais.

Recentemente, fui convidado a dar uma formação para gestores educacionais em  Angola. Foram 6 dias de trabalho intenso, de 2a. a sábado, cada um com um grupo de, em média, 20 pessoas. Trabalho fisicamente duro: 8 horas por dia em pé, agitação total. No entanto, a despeito do cansaço físico, o processo que se desenrolou, desde o convite até o término da formação, exemplifica a aplicação do lema “Alegria e Eficácia”, bem como dos princípios contidos nas citações acima, de Gonzaguinha e Salim Mattar. Acompanhe:

Fase 1 – planejamento/pesquisa/preparação: muita aprendizagem, ao tomar contato com inúmeras fontes novas acerca dos conteúdos que iria ministrar; muita diversão, ao selecionar dinâmicas interessantes e vitalizadores, para as horas em que os olhos começam a se fechar, e imaginar como as pessoas se surpreenderiam com tudo o que eu “tramava”;

Fase 2 – execução: a sensação de segurança dada por um planejamento feito com esmero me permitiu soltar-me inteiramente, brincar com o grupo, rir muito e me jogar literalmente, junto com os participantes, tanto nas dinâmicas quanto na aplicação dos vitalizadores, estrategicamente usados nas horas em que percebia que a concentração do pessoal estava diminuindo e que o sono tentava ganhar terreno; rimos todos – e muito – quando eu colocava um vídeo com as valsas de André Rieu e saíamos a dançar pela sala; ou quando colocava uma música pra lá de dançante, cuja letra estimula a acordar as várias partes do corpo; nada “gratuito”: tudo a serviço da melhor apreensão dos conteúdos que estávamos estudando;

Fase 3 – aferição dos resultados: durante e ao final da formação, momentos de avaliação do que havia sido apreendido, sempre com retorno acima do esperado; ao fim do curso, uma avaliação qualitativa, preenchida por cada participante; resumo: satisfação total e pedidos encarecidos para que houvesse outras – da minha parte, felicidade também total, sem nenhuma “vergonha de ser feliz”;

Fase 4 – recompensa: com o contratante/organizador do evento plenamente satisfeito pelo sucesso do mesmo, o pagamento foi feito como combinado, com um adendo: regado a fartos elogios que, não posso mentir, fizeram muito bem ao meu ego;

Fase 5 – celebração: como o voo de volta ao Brasil passava por Joanesburgo, na África do Sul, permiti-me abrir a passagem e passar lá um dia inteiro, com direito a um mini-safári e interação com filhotes de leão e guepardo, compra de lembranças exóticas para familiares e amigos e jantar num excelente restaurante, regado a um delicioso vinho sul-africano; nada mais justo e merecido, não?

Cansaço? Muito, mas só físico. Nada que uma ou duas boas noites de sono (na delícia da própria cama) não resolvessem. Como cheguei ao Brasil às vésperas do Carnaval, tive muito tempo para colocar o corpo no lugar. A alma não, pois até hoje voa leve, com a boa sensação de, divertindo-me à beça,  ter aprendido muito, contribuído efetivamente e, por consequência, recebido a merecida recompensa.

Gonzaguinha e Salim Mattar estão cobertos de razão.  Se juntarmos os ingredientes de suas receitas, assim, tudo junto e misturado, teremos, sem dúvida, uma vida pessoal e profissional das mais alegres – e das mais eficazes.

lucio_fonseca

Sobre o Colunista:

Prof. Lúcio de Andrade Fonseca, Consultor Empresarial e Educacional e palestrante reconhecido no Brasil e no exterior. Foi Executivo Educacional do Grupo Kroton, por longos anos, exercendo as funções de Diretor de Unidades Escolares, no Brasil e no Iraque, e de CIO (Diretor de Tecnologia). É Consultor de Gestão Estratégica de entidades públicas, privadas e do terceiro setor, no Brasil e em Angola. Exerce também a função de Vice-Presidente de Assuntos Educacionais da SUCESU-MG. Através da empresa FF Digital Tecnologia, Treinamento e Desenvolvimento, da qual é fundador e Diretor Executivo, coordena programas de capacitação para executivos, que têm participação expressiva de gestores de empresas de mineração de Angola. E-mail de contato: lucio@luciofonseca.com.br  – site: http://ffdigital.com.br

Se você tem comentários, sugestões ou alguma dúvida que gostaria de esclarecer, aproveite o espaço a seguir.

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  1. Tatiana Alves disse:

    Na atualidade na qual vivemos, inovar junto com a contemporaneidade, criar novos métodos de trabalho, trazermos inovações e leveza para o nosso dia a dia no trabalho torna-se de extrema importância pra um bom desenvolvimento e resultado.
    É notório saber que o mal do século é o funcionário descontente , insatisfeito com salário, funções entre outros e até mesmo o tornando-se um funcionário explorado.
    Trazendo essa metodologia para dentro das empresas, torna-se possível a inversão deste quadro usando o projeto desenvolvido pelo Professor, Lúcio Fonseca, transformando o real significado da palavra, trabalho que provém do latim “Tripaliu” de sofrimento e dor em felicidade, cooperativismo e principalmente realização.
    O professor Lúcio, usou as melhores ferramentas para desenvolver esse trabalho, tornando assim ele mais leve, engraçado e atingindo o resultado acima do esperado. Quando trabalhamos com o que gostamos o trabalho deixa de ser árduo.

    Tatiana Alves

  2. Elvis disse:

    Bom o que o texto diz é a pura verdade, trabalhar com aquilo que ama não por causa do dinheiro e sim pela felicidade. Dinheiro é consequência do bom trabalho que a de fazer seja ele em qualquer trabalho. Em questão do que o texto menciona é de ser muito gratificante, pois, ensinar as pessoas algo novo, passar conhecimento daquilo que domina para outras pessoas ao meu ver e muito valioso. e particularmente nos eternos alunos vemos quando o professor faz aquilo com gosto a aula e bem mais aproveitada, acrescentada com dinâmica para interagir as pessoas e a alegria de uma pessoa lecionar aquilo de mais valioso para ele esta estampada no rosto daquele professor.
    Ainda mais a experiencia de lecionar as pessoas de outro país, não sei ele lecionou para pessoas necessitadas na Angola, um pais da Africa que e muito dividido.
    Independente do grau de ensino que há naquele pais, sempre sera uma experiencia de vida, e cada vez será um aprendizado com os alunos, pois mesmo sendo professor aprendem coisas novas com os alunos.
    Acho que o fato de ter ficado quase 8 horas em pé, tendo que arrumar jeitos para entreter a turma para que cada vez mais prestassem mais atenção naquilo que era dito demonstra ser um professor de alta criatividade, eu como aluno sei que entreter uma turma de 30 alunos não é fácil.

    E a experiencia de estar em outro pais, conhecer culturas novas, pessoas diferentes, não é só ter que ir e lecionar, é uma experiencia que somente quem ter vai saber como é gratificante.

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