Voluntariado escalando o crescimento profissional

O assunto escolhido hoje é como o voluntariado poderá ajudar a escalar seu desenvolvimento profissional. Ao final fiz uma compilação em 4 pontos que definem o que muitos não conseguem enxergar por trás de abordagens tão altruístas quanto ofertar o seu tempo por uma causa, empresa ou grupo.

Vamos lá !

Pedi a conta de quantas vezes encontrei profissionais no mercado que me perguntam como poderiam incrementar o seu currículo com experiências em novos projetos, até mesmo desafios diferentes da sua zona de conforto. Os espaços para desenvolvimento são limitados no ambiente corporativo, a experimentação e o erro são vistos como uma abordagem negativa.

Por outro lado, não é comum encontrar no mercado um espaço em que se promova o trabalho voluntário ao encontro com sua a trilha de desenvolvimento do profissional. No voluntariado o que fica mais evidente, e não menos importante, é uma atitude sem real contrapartida da outra parte, por se encontrar em uma situação menos favorecida na maioria das vezes.

Até aí, tudo bem. Porém, muitas empresas e profissionais não consideram que tais gestos nobres geram benefícios, não somente endereçados diretamente à melhoria de vida do outro, mas também de quem o realiza.

Segundo a última pesquisa de maturidade PRADO-MMGP de 2015, temos a média 11 de projetos sendo realizados por cada empresa do terceiro setor. A maturidade do setor foi apontada como 2,44 (faixa de 1 à 5), sendo um dos setores mais carentes de maturidade em gerenciamento de projetos – podemos também dizer que falta de alguém que traga e implante boas práticas em gerenciamento de projetos.

Dediquei parte da minha vida a uma troca, fiz palestras, cursos, workshops de escoteiros à sindicatos. Participei de abertura de simpósios, congressos internacionais de projetos, fui em escolas de bairro falar sobre planejamento para crianças que sonhavam em ser jogadores ou bailarinas.

Pude notar o desenvolvimento, acredito que mais até do que os participantes, nas seguintes habilidades:

  • Conhecimento – Ao ter que comunicar o que é simples, nos tornamos mais conscientes dos assuntos, sintetizando o que é mais importante para o público;
  • Empatia – Ao entrar no ambiente, nos sentimos incluídos pelo grupo, experimentando a realidade que muitas vezes não faz parte de nossa rotina;
  • Oratória – A prática recorrente das técnicas de oratória, dicção e carisma nos ajuda em situações profissionais cotidianas;
  • Profissionalismo – Voluntário não significa algo improvisado, pelo contrário. Exige-se compromisso e pontualidade.

Não por acaso, estes pontos foram identificados como críticos para a formação de um Profissional de Projetos pelo PMI na segunda edição do PMCD Framework.

Dicas de livro:

 

gustavo_teixeira

Sobre o Colunista:

Gustavo Teixeira é especialista em gerenciamento de projetos, certificado pelo PMI em 2010 como Project Management Professional (PMP), Scrum Master e ITIL. Foi nos últimos 15 anos responsável por projetos dos setores de tecnologia, infraestrutura, saúde, banking e gestão do conhecimento. Atualmente é diretor na PMBASIS consultoria, tendo atuado também em empresas como Ativas Datacenter, Algar Tecnologia, Unimed BH e MV Sistemas. Professor, mestrando em sistemas de informação e gestão do conhecimento com MBA em gerenciamento estratégico de negócios. Leciona em cursos MBA, in-company e nos preparatórios PMP e CAPM do PMI Minas Gerais, onde é coordenador desde 2010. É membro do PMI (Project Management Institute) e do PMI Minas Gerais, onde atua como Executivo Nomeado da Diretoria de Certificação e Desenvolvimento Profissional.

E-mail de contato: gustavo@pmbasis.com.br.

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