Project Management Knowledge Base – Conhecimento e Experiência em Gerenciamento de Projetos

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Opinião da Lilian: O pensamento sistêmico e a espiral do conhecimento na gestão de projetos

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RESUMO

Gerenciar Projetos envolve pessoas, processos e ferramentas as quais endereçam conhecimento tácito e explícito. Além de fornecer modelos e melhores práticas (ativos), lições aprendidas (conhecimento tácito – processo onde o conhecimento é entendido e aplicado, derivados da experiência e ação) com outros projetos e treinamento. Disseminar este conhecimento para que a organização aprenda com a própria experiência, ratifica a premissa de que gerir Projetos requer gerir conhecimentos de forma integrada, como propõe a teoria do pensamento sistêmico.

Cabe ressaltar que, é de fundamental importância criar estruturas para que a organização se aproprie dos conhecimentos tácitos de seus funcionários e transforme-os em inovações, refletindo diretamente em benefícios à sociedade, proporcionado grandes saltos estratégicos para o negócio.

INTRODUÇÃO

Adaptar uma gestão de projetos, sistematizando os processos de gestão do conhecimento à luz da espiral do conhecimento de Nonaka e Takeuchi (1995), e integrá-los a partir da visão sistêmica de Peter Senge (1996), potencializa os resultados dos Projetos, proporcionando aos usuários decisões baseadas em dados e informações mais consistentes e solidificadas. Ambas as Teorias pregam a visão sistêmica e o processo de geração de conhecimento novo, o que permite gerir projetos com foco na criação e propagação do conhecimento para organização e para o sucesso dos projetos. Além de garantir a qualidade total na entrega dos produtos tangíveis-intangíveis e alcançar resultados com excelência.

Mecanismos Adotados – Ferramentas que serão utilizadas e Soluções Encontradas

Durante os processos de gestão de projeto, algumas ferramentas e templates estratégicos podem ser utilizados para assegurar a efetividade dos resultados, dentre elas: Aplicação da Matriz SWOT e do ciclo PDCA em todos os grupos de processo de GP; preenchimento e gerenciamento das informações no Painel de Bordo e Relatório de Progresso, além do uso das cinco disciplinas que fundamentam a base do 5) Pensamento Sistêmico – “a quinta disciplina”, que permite analisar e compreender a organização como um sistema, ou seja, um conjunto de elementos conectados de modo a formar um todo organizado, além de, capacitar uma pessoa a avaliar uma situação problema e suas possíveis implicações, a fim de criar uma solução que possa contemplar as expectativas das partes interessadas: 1) Domínio Pessoal; 2) Modelos Mentais; 3) Visão compartilhada; 4) Aprendizado em equipe, com a interação da espiral do conhecimento organizacional, apresentando as quatro etapas de conversão do  conhecimento aplicada aos processos de gerenciamento de projetos:  1)  socialização,  representando  o  compartilhamento  do  conhecimento  tácito entre  os  indivíduos;  2) externalização,  que é  a  explicitação  do  conhecimento  tácito individual para o grupo; 3) combinação, que é a difusão e sistematização do conhecimento gerado na etapa de externalização e, por fim 4) internalização, sendo a conversão do conhecimento recém-criado em conhecimento tácito da organização (figura 1).

Na visão de Senge (2010): “A organização não é um sistema isolado, é parte de vários e diferentes sistemas integrados”.  O Pensamento Sistêmico é importante para compreensão da interdependência das partes. Neste contexto, percebemos a importância na Gestão de Projetos, onde tudo e todos (stakeholders) devem estar concatenados e interligados de forma e ter respostas e atitudes rápidas para lidar com as constantes mudanças que a execução de um projeto exige. A organização que aprende, valoriza a geração de conhecimento interno, permite aprendizagem e o compartilhamento das informações que facilita a discussão de problemas incomuns: erros, falhas, questões de qualidade durante o processo de monitoramento e controle no gerenciamento dos projetos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A gestão das organizações na prática é e sempre será cheia de desafios. Lidar todos os dias com inúmeras “change request” e com pessoas diferentes, não é tão simples quanto aprender as teorias que balizam cientificamente a gestão de projetos. Dessa maneira, mais do que gerenciar, é necessário às organizações inovarem todo o tempo, deve-se perseguir a busca pelo aprender a aprender continuamente. O trabalho em equipe, não nos resta dúvidas que é o que sustenta de forma efetiva o bom gerenciamento do projeto, e deve se explorar o que de melhor cada um tem, de forma diferenciada, fazendo com que se sintam valorizados, a partir do momento que suas sugestões de melhorias são aceitas e fazem diferença para consolidação das principais informações do projeto. Pois as pessoas (partes interessadas), tornaram-se o ativo mais caro das organizações, são elas que fazem a “roda girar” e que determinam o sucesso ou o fracasso do projeto.

Ademais, nunca se valorizou tanto o fator de produção do conhecimento, por isso há que se atentar para a retenção do capital intelectual e para registro das lições aprendidas adequadamente estruturado, assimilado, avaliado e disseminado na organização, pois as fases do gerenciamento de projetos e os seus processos geram uma base de conhecimentos  provenientes, onde o conhecimento tácito compartilhado é convertido para o conhecimento explícito na forma de um novo conceito ou em um mecanismo operacional, no caso de inovações abstratas ou como um novo valor corporativo. As disciplinas de Senge nos permite perceber o dimensionamento de cada parte e de cada variável que cerca o projeto de uma maneira inter-relacionada. Certamente, esse conjunto de ferramentas pode ajudar líderes e gerentes de projeto a mensurar o desempenho dos projetos na geração de um ambiente voltado para o aprendizado e inovação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • DINSMORE, P.C., Winning in business with enterprise Project management. New York. Amacon Books. 1999.
  • KERZNER, H., Gestão de Projetos As Melhores Práticas. Porto Alegre. Bookman. 2002.
  • NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
  • PRADO, Darci – Gerenciamento de Projetos nas Organizações. Editora de Desenvolvimento Gerencial, Minas Gerais (2000).
  • PMI. A guide de Project Management Body of Knowledge (PMBOK® Guide). Fifth Edition. Newton Square, PA: PMI, 2013a.
  •  SBRAGLIA, R.; RODRIGUEZ, I., GONZÁLEZ, F., Escritório de Gerenciamento de projetos: teoria e prática. Artigo (série de working papers nº 02/007) – Faculdade de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade – Departamento de Administração. Disponível em: http://www.ead.fea.usp.br/ wpapers/2002/ 02-007.PDF>. Acesso em: 09/04/2007.
  • SENGE, P. M. A quinta disciplina. São Paulo: Best Seller, 2001.
  • TREFF L, BATTISTELLA LR. Inovação em Gestão de Projetos na Administração Pública. Rio de Janeiro: Brasport, 2013.
  • VARGAS, Ricardo V. Gerenciamento de Projetos: estabelecendo diferenciais competitivos: Brasport, 6ª ed. 2009.
  • YIN, Robert K. Estudo de Caso – planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

 

lilian_treff

Sobre a Colunista: 

Lilian TreffMestre em Gestão Empresarial – Programa de Mestrado Profissionalizante pela Universidade Cidade de São Paulo. Especialista em Didática do Ensino Superior, pela Universidade Mackenzie, em Gestão de Projetos pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini – USP e em “Gestão do Conhecimento, Educação Corporativa e Aprendizagem Organizacional” (FIA/USP). Graduada em Pedagogia – Licenciatura Plena, com foco em Administração Escolar, pela Universidade São Judas Tadeu. Autora do livro Inovação em Gestão de Projetos na Administração Pública. Certificada em Coach – Personal & Professional Coaching (PPC) e Executive Coaching. Practitioner em Programação Neurolinguística. Sólida experiência na criação de metodologia de gerenciamento de projetos, implementação de Project Management Office (PMO), e Change Management. Co-Autora (patente) do Registro de Programa de Computador – “Sistema de Gestão dos Resultados na Atenção em Saúde Bucal às Pessoas com Deficiência para Sistema Único de Saúde” – Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e UNESP. Atualmente Consultora de Projetos Change Management – Strategy Business. E-mail de contato: ltreff@uol.com.br

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