Noroeste de Minas terá plano para futuro

Projeto da Fiemg visa agregar valor às atividades industriais e promover ganhos de competitividade

Com o intuito de preparar a região do Alto Paranaíba e Noroeste de Minas para o futuro, agregando valor às atividades industriais e promovendo ganhos de competitividade, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Regional Alto Paranaíba lança, a partir de hoje e até o próximo dia 15, o Plano de Perspectivas de Desenvolvimento Socioeconômico nos municípios de Patos de Minas, Paracatu e Arinos.

A construção de uma ferrovia interligando o Porto do Açu, no litoral do Rio, ao Estado de Goiás, daria mais competitividade a Minas/Divulgação

Durante os eventos, serão apresentadas propostas de desenvolvimento socioeconômico e industrial para 43 municípios das regiões, que foram elaboradas no decorrer dos últimos meses em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

De acordo com o presidente da Fiemg Regional Alto Paranaíba, João Batista Nunes Nogueira, o plano é resultado de um trabalho de campo que visava traçar o perfil de cada município e identificar as ações prioritárias para alavancar o desenvolvimento socioeconômico regional. As medidas foram classificadas em quatro eixos: infraestrutura e logística, meio ambiente, ambiência econômica e desenvolvimento social, voltados para a correção de gargalos no desenvolvimento regional.

“Essas regiões são muito carentes de lideranças e precisam de atenção. Quando se fala em investimentos dispersos e baixa densidade populacional em Minas Gerais, logo se pensa nos vales do Jequitinhonha e Mucuri, enquanto há outros pontos do Estado precisando igualmente de atenção. O intuito foi justamente identificar estes gargalos, corrigi-los e agregar valor à produção local, aumentando a competitividade e garantindo um futuro melhor”, explicou o presidente da regional da Fiemg.

Nogueira destacou que foi possível perceber e caracterizar três distintas realidades na área de abrangência da regional da Fiemg: Alto Paranaíba, Noroeste mineiro e a região dos vales dos rios Paracatu e Urucuia, recentemente denominada de microrregião Grande Sertão Veredas. “O plano, denominado ‘Perspectivas de Desenvolvimento Socioeconômico do Alto Paranaíba e Noroeste Mineiro’, é o resultado desse levantamento estratégico da região e tem a finalidade de propor uma agenda comum às lideranças em todas as esferas de atuação, de forma a se efetivar o desenvolvimento”, reiterou.

A partir de agora, o projeto entra na fase de apresentação dos resultados. Hoje, o plano será divulgado em Patos de Minas, no próximo dia 14, em Paracatu, e no dia 15, em Arinos.

“Vamos levar os resultados às lideranças de cada região, de maneira que possamos trabalhar em conjunto em prol do desenvolvimento regional. A ideia é que, quando cada um desses agentes for lidar com governo federal ou estadual ou até mesmo com representantes da iniciativa privada, tenha diretrizes e foco para conduzir qualquer negociação”, afirmou.

Integração – Em termos de infraestrutura, por exemplo, Nogueira destacou projetos que poderiam fazer toda a diferença para o desenvolvimento da região. Um deles, conforme o presidente da regional da Fiemg, seria a ferrovia que ligaria o Porto do Açu, no litoral do Rio de Janeiro, ao Estado de Goiás. “Seria um projeto superintegrado que agregaria competitividade a Minas”, disse.

Outro diz respeito à exploração de gás natural na bacia do rio São Francisco, cujos investimentos estão suspensos por conta da falta de regulamentação federal para aportes na área. De acordo com o dirigente, pelo menos 25 lotes de extração do gás estão localizados nos municípios da região.

“Energia é básico quando o assunto é desenvolvimento. Nossa região teria um potencial ainda maior, caso a legislação a favor do gás não convencional fosse regulamentada. Com certeza atrairia diversos investidores internacionais. Mas o processo emperrou no governo federal”, concluiu.

Fonte: http://www.diariodocomercio.com.br

Deixe uma resposta