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Conceito da Teoria do Tripé Sustentável em um Ambiente de Projetos

Publicado em 13/07/2020

RESUMO

Este artigo tem como abordagem a “ Teoria” do Tripé Sustentável de um Projeto, esta teoria também é chamada de conceito Triple Bottom Line, trata-se na viabilidade de um Projeto quanto aos aspectos Econômico, Ambiental e Social, tais aspectos são fundamentais para o desenvolvimento sustentável de um Projeto. O qual um Projeto deve ser: economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente correto. É recomendável que antes da concepção de um Projeto, efetuar uma tomada de decisão considerando sua viabilidade dentro dos aspectos da Teoria do Tripé Sustentável.

INTRODUÇÃO       

As estratégias de um projeto passam por uma avaliação de desenvolvimento que agregue o aspecto econômico junto com a preservação ambiental, como também a verificação do aspecto  social.

Sendo assim, neste Artigo, deve-se avaliar os aspectos do Tripé de Sustentabilidade de um Projeto, já que estes aspectos irão assegurar a viabilidade econômica, social e ambiental do mesmo, da equipe e dos colaboradores de um Projeto.

 

REFERENCIAL TEÓRICO

 

Conceito Tripé da Sustenatbilidade ou Triple Bottom Line

 

De acordo com  Oliveira (2012), o conceito do Triple Bottom Line, surgido do estudo realizado por Elkington (1994), no inglês, é conhecido por 3P (People, Planet e Profit); no português, seria PPL (Pessoas, Planeta e Lucro).             Analisando-os separadamente, tem-se: o fator Econômico, cujo propósito é a criação de empreendimentos viáveis, atraentes para os investidores; Ambiental, cujo objetivo é analisar a interação de processos com o meio ambiente sem lhe causar danos permanentes; e Social, que se preocupa com o estabelecimento de ações justas para trabalhadores, parceiros e sociedade. Juntos, no entanto, estes três pilares se relacionam de tal forma que a interseção entre dois pilares resulta em viável, justo e vivível, e dos três, resultaria no alcance da sustentabilidade.

Cabe ressaltar que, recentemente, mais um pilar foi incorporado aos Bottom lines: o pilar cultural. No entanto, este pilar ainda não foi totalmente incorporado pelas organizações como forma de análise para a sustentabilidade. Como o presente estudo tem como objetivo realizar a união de conceitos e modelos com alto grau de aceitação, esse pilar não foi considerado, sendo esta uma melhoria para estudos futuros.

 

Figura 1 – Conceito do Tripé Sustentável de Projetos                         Fonte: Adaptado de Alledi Filho et al. (2003, p. 12).

 

Os itens fundamentais para o desenvolvimento sustentável consistem em: crescimento econômico, proteção ao meio ambiente e igualdade social.

Tais itens estão aliados em mudanças culturais das empresas, já que o único foco das empresas no passado era o lucro.

Atualmente a empresas passaram por mudanças e aderiram a concepção do desenvolvimento sustentável, dando origem ao TBL  (Tripe Botton Line).

Venturini e Lopes (2015), mencionam que as empresas passaram a desenvolver melhorias nos processos produtivos com o intuito de gerar valor na cadeia produtiva, com a consciência de se atingir um consumo e um pós-consumo conscientes, contribuindo por uma Gestão Sustentável.

Esta gestão responsável tem como objetivo reduzir os impactos ambientais, gerar riqueza e atender aos anseios sociais que compõe o TBL (Triple Bottom Line) ou Tripé da Sustentabilidade em Projetos, sendo os aspectos sociais, ambientais e econômicos.

Além disto, citam que para um desenvolvimento sustentável no mercado brasileiro é necessário estar aliado ao planejamento estratégico do Projeto.

 

DESENVOLVIMENTO

 

Após o levantamento teórico, deve-se fazer um levantamento do Projeto ao que se refere ao aspecto de viabilidade do mesmo, isto é, verificar se o Projeto está de acordo com os requisitos do Tripé Sustentável citado no Tópico Referencial Teórico.

Sendo assim, sugere-se que antes da concepção de um Projeto, deve-se realizar uma avaliação dentro dos 3 Aspectos abaixo, verificando algumas boas práticas no Gerenciamento de Projetos mediante ao Tripé Sustentável:

 

  • Aspecto do Projeto Economicamente viável: a otimização dos Processos

para obter uma redução Econômica, conforme à seguir:

 

Boas Práticas Descrição
Combate ao Desperdício. Trata-se de uma prática para aumentar a competitividade em um Projeto e minimizar os custos do mesmo.
Evitar investimentos desnecessários. Deve-se fazer investimentos que irão dar o retorno financeiro ao Projeto, preferencialmente de curto e médio prazo, evitando os investimentos desnecessários e de longo prazo.
Fazer aquisição consciente dos materiais.  Fazer a aquisição dos materiais de forma eficaz e assim reduzir os bens de consumo em um Projeto.
Conter Retrabalhos. Deve-se minimizar os retrabalhos em um Projeto com o intuito de garantir a qualidade do mesmo.

 

  • Aspecto do Projeto Socialmente justo: a otimização dos Processos para obter ações sociais em um Projeto, conforme à seguir:

 

Boas Práticas Descrição
Segurança no desenvolvimento dos Projetos. Deve-se buscar a prática de Segurança entre os colaboradores, em trabalho em altura, em ambiente confinado e/ou ambientes com alto risco de periculosidade.
Promover a qualidade de vida dos colaboradores. Desenvolver práticas para aumentar a qualidade de vida dos colaboradores no ambiente de Projeto, promovendo o bem-estar e melhoria na saúde física, psíquica, social e profissional dos colaboradores.
Utilização dos Equipamentos de Segurança. Desenvolver uma Cultura junto aos colaboradores para o uso dos Equipamentos de Segurança e sobre a importância dos mesmos na prevenção de acidentes.
Capacitação dos colaboradores. Deve-se desenvolver a capacitação dos Colaboradores através de Treinamentos, Palestras e a disseminação do conhecimento.
Adotar práticas de Ergonomia. Ergonomia: boas práticas para manter uma boa postura no trabalho. A produtividade de um funcionário está diretamente ligada ao seu bem-estar e à sua qualidade de vida.  A ergonomia nas empresas tem o objetivo de promover a interação do funcionário com seu ambiente laboral.

 

  • Aspecto do Projeto Ecologicamente correto: otimização do Processos para se obter um desenvolvimento sustentável em projeto, conforme à seguir:

 

Boas Práticas Descrição
Reuso de Materiais. Esta ação simples impede dos materiais de irem para o fluxo de resíduos e irem para reciclagem, onde muitas vezes podem ser usados mais vezes antes de seu descarte.
Descarte correto dos materiais. Após a prática do reuso de materiais, os mesmos devem ser descartados, porém isto deve ser feito respeitando o tipo de material para serem segregados, assim evitando danos ao meio ambiente e trazendo menos impacto ao Projeto.
Desenvolver materiais sustentáveis. Grande desafio atual em um Projeto é o desenvolvimento de materiais ecologicamente corretos, ou chamados sustentáveis,
Implementar e seguir ações promovidas pelo Ministério do Meio Ambiente. Efetuar a implantação das ações e seguir as medidas do Ministério do Meio Ambiente, assim garantir que o Projeto gerencie os seus recursos naturais de forma eficiente.
Recuperar danos ambientais Recuperação dos locais ou áreas onde o Projeto causou algum dano.

 

COMENTÁRIOS E CONCLUSÕES

Neste artigo foi realizado um estudo sobre a “Teoria” Tripé da Sustentabilidade de Projetos, para tanto foi possível concluir que deve-se adotar uma postura sustentável no Gerenciamento de um Projeto.

Ocasionando um desafio aos gestores e a equipe de projetos, buscar soluções que torne um Projeto viável nos aspectos econômicos, sociais e ambientais e isto, demanda um grande esforço aos colaboradores nos processos relacionados a estes aspectos.

Deste modo, o intuito deste Artigo é trazer um debate e propor um modelo de Projeto aliado ao Tripé Sustentável, visando as práticas de Sustentabilidade no Gerenciamento de Projetos, citadas no Tópico Desenvolvimento de acordo com o levantamento feito, dentro da viabilidade de um Projeto, sendo analisado os aspectos econômicos, sociais e ambientais.

 

REFERÊNCIAS

 

ALLEDI FILHO, C.; QUELHAS, O. L. G.; SILVA, E. N. C.; RODRIGUEZ, M. Melhoria Contínua baseada na capacidade de aprendizado da indústria de petróleo: guia visual para implementação do ambiente do conhecimento. Revista Inteligência Empresarial, COPPE/UFRJ, n. 13, 2003.

 

ELKINGTON, J. Towards the sustainable corporation: Win-win-win business strategies for sustainable development. California Management Review, v.36, n.2, p.90-100, 1994.

 

OLIVEIRA, L. R.; TERRA, P. B.; MEDEIROS, R. M. Projeto final de graduação: gestão da sustentabilidade nas organizações brasileiras. 2012.

 

VENTURINI,L. D. B; LOPES, L. F. D. O Modelo Triple Bottom Line e sustentabilidade na Administração Publica: Pequenas Práticas que fazem a diferença. 2015.

 

Sobre o autor:

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Alessandra Rocha – Pós Graduada em Gestão de Projetos pelo IBEC, graduada em Engenharia Civil, Certificada Green Belt 6 Sigmas em Melhoria de Processos e possuo Mestrado Profissional pelo ITA. Atuou por 8 anos em  Projetos em setor Aeronáutico e atualmente é monitora voluntária de Projetos de Adolescentes e Jovens Empreendedores. E-mail: alessandrarochaesantos@yahoo.com, linkedin: www.linkedin.com/in/alessanda-rocha-e-santos

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