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Algumas “Pérolas”​ e Lições Sobre Gerenciamento de Projetos

Publicado em 30/07/2020

Nesse pequeno artigo gostaria de compartilhar com vocês algumas ”pérolas” e lições sobre gerenciamento de projetos que eu já passei, estou passando e ainda irei passar na minha vida profissional.

Acredito que mais do que nunca, no cenário de quarentena que estamos vivendo e já imaginando um período ”pós-pandemia”, essas situações continuarão presentes em nosso mundo.

1)     Tudo aqui é ”corrido”.

Essa fala é muito comum por aí – Em outras palavras, por várias vezes estamos sempre executando sem pensar, errando sempre pelos mesmos problemas, e dificilmente entra em nossa cabeça tentar dar uma parada, sair do ”automático” e traçar um plano que verdadeiramente nos ajude a gerenciar de verdade. Essa correria pode ser resultado de uma metodologia chamada ”go horse”, que não entrarei em detalhes aqui, mas se já escutaram alguma vez o termo sabem do que estou falando.

Nos tempos de dinamismo e alta complexidade que vivemos temos que parar de usar a ”correria” como desculpa, parar para pensar e fazer diferente para que a gente mesmo não crie a nossa própria armadilha dentro do projeto.

2)     Aqui nós temos uma metodologia própria para gerenciar projetos.

Aí nós arrasamos! Quando isso acontece parece que todos os problemas estão resolvidos. Pronto! Costuma ser o caminho perfeito para o caos!

Claro que podem existir exceções, mas infelizmente pela minha experiência quando ouço isso, essas ”metodologias próprias” acabam juntando o pior das piores práticas.  Não tenho nada contra uma metodologia própria, desde que ela junte o melhor de cada uma, seja ágil, híbrida, tradicional, podendo realmente contribuir para a geração de valor e cumprimento das entregas do projeto.

3)     Nossas metodologias de gerenciamento são ágeis.

Há uma febre do ”ágil” por aí. Tem muita gente falando igual ”papagaio”, palestrando e vendendo, porém infelizmente muita ”infantilidade” e falta de maturidade sendo divulgada. Com certeza pessoal os métodos ágeis são uma opção diferenciada na gestão convencional de projetos, mas é como já disse antes o importante do gerenciamento é cumprir as entregas com qualidade, prazo, custo – gerar valor de verdade. Mas essas metodologias não são aplicáveis a qualquer projeto, portanto é necessário maturidade do gerente e sua equipe avaliarem o que realmente vai gerar o melhor resultado.

Se o ”ágil” não fechar a conta e realmente proporcionar um gerenciamento excelente, é hora de repensar.

4)     Não temos tempo para planejar projetos como mandam as metodologias e boas práticas.

Não temos tempo para planejar, mas podemos refazer. E o ”refazer sai caro”. É dinheiro da empresa, do nosso cliente que vai embora. Precisamos cada vez mais planejar as nossas ações.

Temos vários bons exemplos de que o planejamento funciona, mesmo que consuma tempo, pois contribui bastante para uma execução bem feita e conclusão dos objetivos do projeto.

5)     Esse risco estava mapeado?

Sabem aquelas situações, que nós gerentes de projetos não conseguimos prever? A não ser que a gente tivesse uma bola de cristal? Quando isso acontece, sempre aparece em nosso projeto um sábio guru que costuma perguntar: esse risco estava mapeado? A resposta definitivamente é não, porque não tinha como prever…… Todo risco deve ser mapeado, porém existem situações que realmente são completamente imprevisíveis e não temos o que fazer. Nesses casos precisamos estar preparados para uma solução de contorno. Ficar ouvindo o “guru” dizer que o risco tinha que ser mapeado não resolve problema nenhum. Acredito que nesse momento uma equipe forte e coesa faz toda a diferença junto com o gerente de projeto, para encontrarem as melhores alternativas.

6)     Vamos implementar um PMO!

Agora a coisa vai resolver! Tendo um PMO nós vamos controlar tudo! Relatórios completos, indicadores confiáveis e com a informação os projetos todos vão ”andar” conforme planejado. Essa é outra frase que quando ouço, fico com um pouco de receio – a idéia de implementar um PMO é ótima. Mas será que a organização tem maturidade suficiente para isso? Será que os profissionais estão preparados?

Com certeza a implementação de um escritório de gerenciamento de projetos poderá trazer benefícios para a empresa, mas isso leva um certo tempo, investimento e dedicação, pois a alta direção precisa ter um propósito e acompanha-lo de perto.

7)     Muro das lamentações.

Em vários projetos temos a turma do ”muro das lamentações” que adoram reclamar, reclamações sem atitude que não resolvem nada. Infelizmente essas pessoas lamentam tanto e em alguns momentos chegam a criar expectativas de que alguém vai aparecer do nada e resolver os problemas. Pessoas desse jeito são tóxicas e só pioram a situação do projeto. Claro que existem várias tratativas para isso e cabe ao gerente avaliar e tomar a melhor decisão, mas um conselho que dou a vocês é: sempre que reclamarem de alguma coisa, direcionem para a pessoa certa – seu líder imediato. Leve a ele o problema, mas também sugestões de melhorias para alinhamento conjunto, pois só a lamentação não irá resolver muita coisa, melhor dizendo – não vai resolver nada.

8)     Vamos aumentar a quantidade de recursos (pessoas) que resolvemos o problema.

Mais uma ideia genial, porém depende do projeto. É necessário sempre analisar o custo-benefício e verificar se o aumento de recursos é o melhor caminho para resolver os problemas do projeto.

As nossas produtividades, enquanto ”pessoas”, são diferentes, nós não somos máquinas, portanto a variabilidade da produção deve ser considerada antes de qualquer decisão, pois pode sair mais caro e continuarmos sem solução.

Pessoal tentei compartilhar com vocês de uma forma mais bem humorada essas ”pérolas” – mas realmente elas acontecem. Tenho levado tudo isso comigo na minha vida profissional como lição aprendida. Nesse momento que estamos passando em quarentena estou refletindo bastante sobre tudo que passei e como posso contribuir mais dentro dos projetos no qual faço parte, seja como líder ou enquanto integrante da equipe. Percebo que o caminho é sempre o aperfeiçoamento, precisamos a cada dia mais e mais estudar, planejar melhor nossas ações e desenvolvimento dos projetos. Quanto mais nos capacitamos e aumentamos a nossa maturidade, estaremos ”melhores” para de fato gerar valor em nossas organizações, aumentar a performance da equipe como um todo e sem dúvida sermos profissionais diferenciados.

Sobre o autor:

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Leonardo Bretas – Especialista em gerenciamento de projetos, certificado PMP desde setembro/2015. Formou-se em engenharia de produção civil no CEFET-MG e especializou-se em gerenciamento de projetos na PUC-MG. Possui sólida experiência na área, atuando há mais de 15 anos em gerenciamento de grandes projetos com empresas de destaque nos cenários nacional e internacional. Possui também em sua jornada a atuação como mentor de vários profissionais que atuam com gerenciamento de projetos. Contatos: Email: contato@leonardobretas.com.brLinkedin: linkedin.com/in/leonardobretasoficialInstagram: @leonardobretasoficial

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