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Metodologia BIM – aplicação das ferramentas na gestão de projetos e os reflexos na arquitetura

Publicado em 03/09/2018

No mercado de trabalho, principalmente no ramo da construção civil, a competitividade é crescente e a busca por novas tecnologias, que auxiliem na elaboração de projetos e seja um diferencial na gestão destes, é constante. Nesse cenário surgem as chamadas ferramentas BIM – Building Information Modeling – que, entre outras funções, irão agir sobre as diversas falhas de compatibilidade, um dos principais problemas na área de projetos civil. A utilização dessas ferramentas como forma de gestão, aliada a outras já conhecidas como PMBOK, PRINCE2, LEAN, etc., pode ser o diferencial que os escritórios e construtoras precisam para se destacar e fortalecer no mercado competitivo. O presente Trabalho de Conclusão de Curso a ser desenvolvido, tem a intenção de compreender melhor sobre a Metodologia BIM, sobre como suas ferramentas auxiliam na gestão de projetos e quais são os impactos nos diversos campos da construção civil, levando em conta, principalmente, o ramo da Arquitetura e Urbanismo. Para isso foi desenvolvida uma pesquisa bibliográfica e exploratória de informações em revistas especializadas e diversos sites do ramo, além de pesquisa em campos, através de entrevista com profissionais da área de Engenharia e Arquitetura. O resultado apresenta um estudo sobre as definições, capacidades e limitações da tecnologia BIM e sua contribuição para a Gestão de Projetos, considerando, principalmente, seus reflexos nos escritórios de Arquitetura.

 

Leia o artigo completo, clique aqui.

 

Sobre os autores:

Priscila Morais Villela Vouguinha – Discente do Curso de Pós-Graduação em Gestão de Projetos de Engenharia. Arquiteta, formada no Centro Universitário UNA. E-mail: privouguinha@hotmail.com

Ítalo Coutinho (Orientador) Engenheiro , PMP. Graduado em Engenharia Industrial Mecânica, Especialista em Gestão de Projetos e Mestre em Administração de Empresas. Atua como Gerente de Projetos e Engenharia da Saletto Engenharia. Pós-Graduado em Logística Empresarial. Coordenador e Professor de Cursos de Pós nas áreas de Engenharia de Planejamento, Gestão de Projetos de Construção e Montagem e Engenharia de Custos e Orçamentos. Autor de capítulos de livros, artigos e colunista sobre Gerenciamento de Projetos, com foco em Engenharia e Construção. Fundador do portal PMKB – Project Management Base of Knowledge. Afiliado a Sociedade Mineira de Engenheiros (SME); PMI; AACE e IBAPE-MG. Revisor do  “PMBOK Construction Extension 2015” a convite do PMI Global.

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Editor

  1. José Roberto Amaral da Silva disse:

    Eu, particularmente, não sabia o que era as ferramenta BIM apesar de já ter visto anúncios oferecendo cursos na área. Aprendi um pouco, com este artigo, que se trata de uma ferramenta da gestão de projetos, composta por diversos softwares que ajudam na visualização do projeto pelos especialistas de cada área e com isso podem acrescentar ou modificar informações, abrindo caminho para uma comunicação mais fácil, concisa e completa. Desta maneira pode-se extrair informações importantes para a tomada de decisão nos projetos.

    Pontos a destacar do uso de ferramentas BIM:
    * Ser um diferencial para se destacar num mercado competitivo;
    * Ajudar na compatibilidade entre as disciplinas do projeto;
    * Verificação, no tempo certo, das mudanças de projeto e avaliar se terão impacto negativo nos custos e prazos;
    * Melhorias na qualidade dos projetos;
    * Tomadas de decisão mais ágeis, contribuindo para diminuição dos riscos, retrabalhos e inconsistências;
    * Ciclos de aprovação dos clientes mais rápida.

    Pontos de atenção:
    * A aplicação da ferramenta BIM requer mudança de filosofia de trabalho e cultura, pois os profissionais podem não estar dispostos a compartilhar seus projetos com as demais disciplinas;
    * A qualidade dos projetos deve ser levada em consideração pelos clientes para se justificar os investimentos necessários na diferenciação dos empreendimentos que usam a ferramenta BIM;
    * Alto custo de implantação;
    * Poucos treinamentos e cursos nessa área;
    * Exigência do mercado para entrega de projetos em prazos curtos, isto dificulta o uso da ferramenta que exige detalhamentos e acréscimos de informações.

    Como opinião geral existe uma dúvida recorrente que é de um lado, a oportunidade de agregar maior qualidade e mais eficiência aos projetos arquitetônicos. Do outro, o medo de romper com o tradicionalismo e o desconhecimento do novo. Paradoxos que ainda fazem muitas empresas se questionar se vale ou não a pena migrar para o BIM.
    Um processo de transformação que tende a ser um pouco mais lento do que a transição da prancheta para o CAD, pois a primeira mudança se restringiu ao meio, ou seja, tudo o que antes se fazia no papel passou a ser feito no computador. O BIM, no entanto, vai exigir uma mudança cultural de toda a cadeia da construção civil, inclusive dos escritórios de arquitetura. Modificação que refletirá também no jeito de arquitetar. Com o detalhamento das informações, a criação do projeto demanda mais tempo. Entretanto, ganha-se agilidade nas etapas de checagem e coordenação. Na era CAD, o processo é inverso.
    Como argumento para a resistência à implantação da plataforma BIM, algumas empresas alegam não usar a plataforma porque as outras disciplinas ainda não usam – como os projetos de engenharia -, outros apontam a inexistência de recursos para o investimento em tecnologia e treinamento. Há ainda os que afirmam que a nova plataforma poderá limitar a criação arquitetônica, porém para outros profissionais ocorrerá a oportunidade dos arquitetos se sentirem mais valorizados, pois gasta-se mais tempo para projetar e menos para documentar, além de existir a oportunidade de detalhar mais os projetos e gerenciar o maior número de informações.
    Deve-se ficar claro que as vantagens envolvem todo o ciclo de vida do edifício, desde os estudos de viabilidade até a demolição. Ao mesmo tempo em que a simulação 3D possibilita a construção virtual do projeto com informações mais confiáveis e consistentes, viabiliza a economia de tempo e dinheiro.
    Diante de tantas funcionalidades, o BIM começa a ser bem visto pelo mercado. Algumas concorrências públicas já exigem que os projetos sejam entregues na plataforma. Esta, aliás, é uma tendência mundial.
    O processo de migração parece não ser mais uma opção. Pelo menos para aqueles que querem manter-se na disputa do mercado de trabalho, a adaptação é uma exigência. Parece não haver mais espaço para a pergunta quero ou não adotar o conceito? ela deve ser substituída para: como vou utilizá-lo?
    Segundo alguns especialistas do setor, os escritórios que dominam a plataforma BIM terão uma vantagem competitiva que ainda vai permanecer pelos próximos cinco anos, no mínimo. “Após esse período, praticamente todos os escritórios de médio e grande porte do cenário internacional vão usar BIM. Será uma condição mandatória de desenvolvimento de projeto”, acreditam.

    Curso de Gestão de Projetos – PUCMINAS – Unidade de Conselheiro Lafaiete-MG

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