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Project Model Canvas: Início, meio e fim

Publicado em 28/03/2014

Apresentada como uma metodologia diferenciada de gerenciamento de projetos, o Project Model Canvas não demanda o tempo e o esforço necessários para preencher diversos documentos e a burocracia tão comum quando o assunto é gestão empresarial de um modo geral. O modelo tem como característica o foco naquilo que é essencial, a dita “alma do projeto”, habilitando ainda que todos os stakeholders tenham uma participação ativa na concepção do planejamento.

Neste contexto, a estratégia é ideal para empreendimentos que desejam otimizar seus métodos de planificação, mas que ao mesmo tempo têm um forte viés inovador, negócios altamente dinâmicos e muitos projetos simultâneos em andamento. Para estes ambientes nos quais soluções rigidamente delimitadas não se aplicam (e nem um engessamento de métodos), o Project Model Canvas se insere como uma excelente e enriquecedora alternativa.

O Project Model Canvas é uma adaptação do Business Model Generation, proposto por Alex Osterwalder, para ilustrar Modelos de Negócios.

Quer saber mais sobre este modelo inovador, seu funcionamento e suas vantagens para a gestão de projetos? Acompanhe o nosso post!

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Pensar e planejar visualmente é mais fácil: no que consiste o Project Model Canvas?

Como já dissemos, o Project Model Canvas é apresentado como uma metodologia inovadora para gerenciamento de projetos, priorizando a compreensão do ambiente e das suas necessidades para uma melhor administração do processo. Mas afinal, você pode estar se perguntando, qual é o diferencial do método e no que ele consiste?

Idealizado por um dos principais nomes do gerenciamento no Brasil, José Finocchio Jr., o método requer uma única folha para ser colocado em prática – e revolucionar de vez a estrutura tradicional da área de projetos. A mecânica do processo é bastante simplificada: é necessário nada mais que uma folha em formato A1 e alguns blocos de post-it. A partir daí, a meta é realizar um brainstorming com os membros da equipe e também o cliente, tudo sob a coordenação do gerente responsável. Desta forma, a ideia central é formar uma visão conjunta do projeto, estabelecendo suas fases, seu custo, seus objetivos e benefícios.

Assim, oferecer uma ferramenta para organizar ideias, clarificar metas e etapas e tornar todo o processo mais compreensível para as partes envolvidas é a finalidade principal.  No entanto, apesar do tom descontraído e simplificado da metodologia, elementos típicos da gestão de projetos também estão presentes no processo: estes aspectos vêm à tona quando as informações reunidas começam a se integrar em blocos específicos. Deste modo, fatores comuns aos sistemas tradicionais de gerenciamento de projetos, tais como stakeholders, premissas, custos e cronogramas são itens que marcam presença na folha e são considerados pela Canvas.

O objetivo do método, em suma, é promover um processamento do projeto muito mais intuitivo e veloz, acompanhando as tendências mundiais recentes que atestam que o aspecto visual tem grande força para os sistemas de planejamento. Segundo Finocchio, planos são modelos mentais – muitas vezes, um único gráfico ou uma tabela podem substituir inúmeras páginas de arguição em texto. Interessante, não?

Como funciona e quem pode participar do processo?

Para traçarmos um panorama do funcionamento do método e seus potenciais participantes, podemos dizer que a equipe envolvida, o cliente que receberá o produto e o patrocinador, se assim o desejar, são as figuras de maior relevância para fazer parte do processo. Mas é o cliente que, sobretudo, se destaca como parte essencial para integrar os esforços conjuntos. O importante, segundo Finocchio, é mesclar no processo as pessoas que têm muito conhecimento com aquelas que têm pouco (os membros com pouca bagagem podem trazer desafios para a empreitada, enquanto os que entendem mais do processo contribuem com sua experiência).

Basicamente, a Canvas consiste em um plano formulado em uma única página, compondo-se de um espaço para um pitch (uma frase curta e de impacto, que seja capaz de definir o projeto) e de uma divisão em blocos para segmentar os vários elementos que fazem parte da elaboração de qualquer projeto. Este conteúdo, como enfatizamos, deve ser impresso em uma página suficientemente grande – tamanho A1 – para que os stakeholders possam deixar suas contribuições ao redor deste espaço em blocos de post-its, relacionando as definições do processo. Cada contribuição, assim, deve caber em um post-it (que pode ser reposicionado, colado e descartado de acordo com o andamento da sessão).

Desta forma, o modelo é bastante intuitivo, apresentando uma nomenclatura descomplicada e também autoexplicativa, baseada em seis questões principais: o quê, por quê, quando, quem, como e quanto. A partir daí, a Canvas se configura como um método eficaz para resolver, conceber e ter uma boa visão do seu projeto, constituindo-se inclusive um ponto de partida para outros tipos de plataforma, tais como planilhas e cronogramas diversos.

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Sobre o Colunista: Hayala Curto, CEO da Seed e idealizador do software NetProject. Principal acionista da empresa, Hayala é mestrando em Informática pela PUC Minas, graduado em Ciência da Computação e tem MBA em Gerência de Projetos e Gestão Empresarial pela FGV. Tem mais de 15 anos de experiência coordenando projetos de TI. Especialista em plataforma WEB e Business Inteligence. Participou da criação e do desenvolvimento de diversos DataWarehouses e aplicações WEB corporativas para clientes como a Telemig Celular, Vale, Prefeitura de Betim, CEMIG, entre outros. É membro do PMI, Project Management Institute, atuante no capítulo de Minas Gerais, desde 2004.

E-mail de contato: contato@seedintelligence.com / http://www.seedintelligence.com

Se você tem comentários, sugestões ou alguma dúvida que gostaria de esclarecer, aproveite o espaço a seguir.

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  1. Tiago Carvalho disse:

    Hayala, muito interessante esse modelo de gerenciamento de projetos. É uma forma de ter uma visão geral de todas as variáveis que interferem em um projeto. Gostaria de saber mais sobre esse modelo, acredito poderia ser muito funcional em projetos da construção civil.

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