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Principais Características dos Times de Desenvolvimento Scrum

Publicado em 27/06/2019

O Time de Desenvolvimento é um grupo multidisciplinar de pessoas, responsável por realizar o trabalho de desenvolvimento do produto. A partir das prioridades definidas pelo Product Owner, o Time de Desenvolvimento gera, em cada Sprint, um Incremento do Produto pronto, de acordo com a Definição de Pronto, e que significa valor visível para os clientes do projeto.

O Time de Desenvolvimento gerencia o seu trabalho de desenvolvimento do produto. É ele que determina tecnicamente como o produto será desenvolvido, planeja esse trabalho e acompanha seu progresso.

Para tal, tem propriedade e autoridade sobre suas decisões e, ao mesmo tempo, é responsável e responsabilizado por seus resultados.

Veja abaixo, as principais características dos Times de Desenvolvimento Scrum.

Multidisciplinar

O Time de Desenvolvimento é multidisciplinar, e possui em seus membros todos os conhecimentos e habilidades necessários para gerar o Incremento do Produto pronto em cada Sprint, de acordo com a Definição de Pronto.

A Defnição de Pronto, portanto, está intimamente relacionada com a formação do Time de Desenvolvimento. Dependências externas, que não estão sob o controle do Time de Desenvolvimento, constituem um risco muito alto para o trabalho realizado durante a Sprint.

Se, por exemplo, for necessário que o Time de Desenvolvimento espere o resultado do trabalho de pessoas ou times externos para poder realizar o desenvolvimento de algum de seus itens, pode ser-lhe impossível atingira a Meta da Sprint.

Um Time de Desenvolvimento multidisciplinar reduz esses riscos, já que é capaz de realizar todo o trabalho sem, a princípio, depender de ninguém.

Polinização cruzada

O fato de um Time de Desenvolvimento ser multidisciplinar, no entanto, não necessariamente implica em possuir membros multidisciplinares.

As pessoas naturalmente possuem suas especialidades, conhecimentos e áreas de interesse específicos.

Mas, como com Scrum a responsabilidade sobre os resultados do trabalho recai sobre todo o Time de Desenvolvimento e não sobre determinado indivíduo, os membros do Time de Desenvolvimento são estimulados a trabalhar juntos, trocar conhecimentos e desenvolver habilidades secundárias.

Essa “polinização cruzada” reduz a dependência nas especialidades de determinados membros e, assim, diminui o risco de não se atingir a Meta da Sprint.

A ausência ou sobrecarga de um de seus membros em um determinado momento, por exemplo, tem menos chances de se tornar um impedimento para o trabalho do Time de Desenvolvimento, pois normalmente haverá outros ao menos minimamente capazes de realizar o trabalho.

compartilhamento de conhecimentos também reduz as chances de que, em alguns momentos, membros do Time de Desenvolvimento fiquem sem ter o que fazer e, assim, procurem trabalhar em partes específicas de itens de menor importância ou até mesmo se vejam obrigados a trabalharem mais de um time ao mesmo tempo.

Um especialista que só saiba lidar com bancos de dados, por exemplo, enfrentaria esse problema, já que só teria trabalho em momentos específicos da Sprint.

Em um Time de Desenvolvimento ideal, cada membro seria capaz de utilizar suas diferentes habilidades e conhecimentos para, em conjunto com os outros membros, realizar os diversos tipos de atividades necessárias durante a Sprint.

Não haveria distinção entre essas atividades por sua natureza, ou seja, todos os membros do Time de Desenvolvimento seriam capazes de trabalhar em questões como arquitetura de produto, os diferentes níveis de desenvolvimento, os testes necessários, documentação, etc.

Aprendizado

De forma geral, espera-se que uma parte significativa dos conhecimentos e habilidades necessários já exista no Time de Desenvolvimento desde o momento de sua formação, ou seja, selecionam-se as pessoas mais adequadas para o projeto.

No entanto, novos desafios que exigem aprendizado surgem naturalmente ao longo do projeto. Por meio da “polinização cruzada”, os conhecimentos e habilidades novos e já existentes são disseminados entre os membros do Time de Desenvolvimento.

A forma como conhecimentos e habilidades são adquiridos e compartilhados entre os membros de um Time de Desenvolvimento varia de time para time. As atividades que promovem esse aprendizado podem ser classificadas em formais e informais.

Muitas organizações contratam treinamentos formais para seus funcionários, o que é sempre limitado pelo orçamento disponível.

É comum, por outro lado, os próprios membros de Times de Desenvolvimento da organização promoverem, periódica ou eventualmente, sessões de treinamento para seus colegas.

Essas sessões são geralmente em torno de assuntos em que esses indivíduos são especialistas ou sobre os quais aprenderam recentemente, seja por conta própria ou por meio de treinamentos contratados.

O treinamento informal se dá a partir do compartilhamento de conhecimento com colegas de trabalho ou com outras pessoas de fora da equipe ou organização, o que pode acontecer no dia a dia de trabalho ou, por exemplo, com a participação em feiras e eventos.

Oriunda do Extreme Programming, a prática da programação em par tem se mostrado uma forma muito eficiente de treinamento informal em projetos de software.

Entre outros benefícios que ela traz, ao se colocar juntos, em um mesmo computador, um desenvolvedor menos ou não capacitado em uma determinada matéria e outro mais capacitado, o segundo ensina a o primeiro enquanto ambos executam o trabalho.

Essa prática pode acontecer em tempo integral, sistematicamente durante algumas horas por dia ou eventualmente.

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Auto-organizado

Ao contrário do que se espera de times tradicionais, não há gerentes de projeto dizendo para o Time de Desenvolvimento como ele deve realizar seu trabalho, nem pressionando ou cobrando informações sobre o andamento de cada tarefa.

Com Scrum, o microgerenciamento realizado por um agente externo dá lugar à autoorganização.

O Time de Desenvolvimento, por ser aquele que realiza o trabalho de desenvolvimento, é o mais indicado para planejar e gerenciar esse trabalho.

Mas essa autoorganização não deve ser confundida com anarquia ou falta de controle. Ainda que de forma auto-organizada, os membros do Time de Desenvolvimento trabalha seguindo as necessidades dos clientes quanto ao produto a ser gerado, traduzidas pela Meta da Sprint que negociaram com o Product Owner e com a qual se comprometeram.

Além disso, o Time de Desenvolvimento está inserido no contexto de uma organização e, assim, deve estar alinhado com as regras e objetivos dessa organização.

Para facilitar a auto-organização, Scrum possui pontos-chave onde o andamento do trabalho ou seus resultados são inspecionados, como as reuniões de Daily Scrum, onde o próprio Time de Desenvolvimento inspeciona seu andamento em direção à Meta da Sprint, e da Sprint Review, onde os resultados do trabalho na Sprint são inspecionados pelos clientes e partes interessadas.

Scrum também possui ferramentas que aumentam a visibilidade do andamento do trabalho, como o Sprint Backlog e gráficos que indicam o progresso ou o trabalho restante.

Para que a auto-organização torne-se possível, é imprescindível que o Time de Desenvolvimento realize o trabalho de forma colaborativa, maximizando a comunicação entre seus membros.

O Time de Desenvolvimento conta ainda com o apoio do ScrumMaster para, entre outras coisas:

  • Remover impedimentos que atrapalhem seu trabalho;
  • Ensiná-lo a usar o Scrum e a se auto-organizar;
  • Facilitar seu acesso aos meios necessários para realizar o seu trabalho.

Suficientemente pequeno

O Time de Desenvolvimento deve ser suficientemente pequeno. De forma geral, recomenda-se que o tamanho do Time de Desenvolvimento seja algo entre 3 e 7 membros.

Esses números não incluem o Scrum Master e o Product Owner, a menos que também exerçam o papel de membro do Time de Desenvolvimento.

Esses parâmetros servem apenas como orientação. Times de Desenvolvimento menores do que 3 pessoas e não muito maiores do que 9 também podem se beneficiar do uso do Scrum.

Na realidade, ao escolher o número de membros do Time de Desenvolvimento espera-seque:

Os membros do Time de Desenvolvimento sejam capazes de se comunicar efetivamente para se auto-organizarem;

O Time de Desenvolvimento possue todos os conhecimentos e habilidades necessários para produzir um Incremento do Produto pronto, de acordo com a Definição de Pronto.

  • Esse trabalho se traduz em funcionalidades prontas de ponta a ponta, que representam valor para os clientes, ao invés de partes de funcionalidades ou camadas;
  • Pode ser mais difícil encontrar todos os conhecimentos e habilidades necessários em um número muito pequeno de pessoas;
  • O Time de Desenvolvimento seja capaz de produzir valor visível suficiente em cada Sprint, para que se possa obter feedback dos clientes e de mais partes interessadas na reunião de Sprint Review.

Motivado

A falta de motivação no trabalho é historicamente relacionada a baixos rendimentos, faltas, atrasos, tédio, frustração, insatisfação e ineficiência entre trabalhadores .

Ao buscar fatores que influenciam a motivação dos membros de um Time de Desenvolvimento,deve-se levar em conta que os seres humanos são complexos por natureza e, assim, são em cada instante influenciados por suas:

  • Necessidades;
  • Desejos;
  • Aspirações;
  • Preferências;
  • Problemas;
  • Frustrações;
  • E toda a sorte de emoções.

Para saber um pouco mais sobre motivação e Times de Alta Performance, não deixe de ler também:

  • Equipes de alta performance: Transformando Times Scrum

Em um Time de Desenvolvimento, a motivação no trabalho é essencial para gerar compromisso de seus membros com as metas e com a qualidade do produto de seu trabalho.

A motivação também pode aumentar a estabilidade da composição do Time de Desenvolvimento, já que pode levar a uma menor rotatividade de pessoal, ajudando a não se perder o conhecimento e ritmo de trabalho adquiridos.

Os princípios Ágeis apontam explicitamente o ambiente, o suporte e a confiança necessários para realizar o trabalho como essenciais para a motivação do indivíduo.

Outro fator que pode ser entendido como motivador, também apontado pelos princípios Ágeis, é a existência de um ritmo sustentável de trabalho, segundo o qual se evita a prática de horas extras e a aceleração forçada do ritmo de trabalho, por exemplo, diante da perspectiva de atraso em uma entrega prevista.

O Scrum Mater, enquanto uma liderança motivadora, também exerce influência sobre a motivação dos membros do Time de Desenvolvimento, facilitando a auto-organização e encorajando-os à auto-observação, autoavaliação e auto-reforço.

A partir de reconhecidas teorias sobre a motivação no trabalho, podemos também destacar exemplos de fatores motivacionais relevantes a Times de Desenvolvimento.

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Teoria da Fixação de Objetivos

De acordo com essa teoria, a fixação de objetivos desafiadores, claros e atingíveis, o compromisso com esses objetivos e a disponibilidade de feedback construtivo mostrando o progresso em direção a esse objetivo são poderosos mecanismos motivacionais), tanto para indivíduos quanto para grupos.

Os objetivos no Scrum são as Metas estabelecidas para os Sprints. Adicionalmente,pode-se estabelecer metas para as Releases (ou marcos no Roadmap do Produto) e uma Visão do Produto.

O feedback sobre o progresso do Time de Scrum em direção aos objetivos vem, por exemplo, por meio dos Gráficos de Burndown ou Burnup de Trabalho e da reunião de Sprint Review.

De acordo com o princípio Ágil “Software em funcionamento é a principal medida de progresso”, podemos também afirmar que os feedbacks dos clientes e demais partes interessadas sobre Incrementos do Produto entregues também indicam o progresso em direção aos objetivos estabelecidos.

Teoria das Características do Trabalho

Segundo essa teoria, o indivíduo pode se motivar em seu trabalho se ele percebe esse trabalho como compensador ou importante, acredita que é diretamente responsável por seus resultados e é capaz de determinar se esses resultados foram ou não satisfatórios.

Para se chegar a esses estados psicológicos, é importante que determinadas características estejam presentes no trabalho do indivíduo.

A primeira delas é o indivíduo necessitar de uma variedade de habilidades e conhecimentos para executar seu trabalho, o que ocorre naturalmente em um Time de Desenvolvimento multidisciplinar.

Outra dessas características é o indivíduo executar uma parte inteira e identificável do trabalho do início ao fim, característica importante do Scrum em que se produzem, em cada Sprint, funcionalidades prontas e de ponta a ponta.

O indivíduo deve também perceber seu trabalho como tendo um impacto significativo sobre a vida ou trabalho de outras pessoas, o que ocorre no Scrum a partir do feedback construtivo provindo das reuniões de Sprint Review e das entregas frequentes.

Esse feedback, somado à autorregulação do time, dá uma noção ao indivíduo sobre a sua eficácia e desempenho, mais uma característica necessária.

Teoria ERC

Segundo essa teoria, o homem é motivado por três categorias de necessidades que devem ser satisfeitas, ordenadas da seguinte forma:

  • As necessidades de existência;
  • As necessidades de relacionamento;
  • As necessidades de crescimento;

A existência de condições básicas de trabalho, como salários em dia, ambiente de trabalho adequado, suporte técnico efetivo e infraestrutura suficiente é uma necessidade de existência de membros do Time de Desenvolvimento.

As necessidades de relacionamento do indivíduo podem ser expressas pela intensa comunicação e pelo bom relacionamento entre os membros do Time de Scrum, que leva ao compartilhamento de pensamentos e sentimentos relevantes.

As necessidades de crescimento do indivíduo podem ser atendidas a partir da perspectiva de evolução de carreira na organização, ou seja, a possibilidade clara de ascensão profissional advinda do reconhecimento do trabalho realizado ou do potencial percebido.

TEORIA ERC COMO EVOLUÇÃO DE MASLOW

As avaliações e recompensas relativas ao trabalho realizado (bônus, por exemplo), quando dirigidas ao indivíduo, estimulam-no a trabalhar como indivíduo. Quando dirigidas ao time, estimulam seus membros a trabalharem como um time.

Deixar a critério de um gerente julgar a contribuição individual de membros do time somente gera conflitos e desentendimentos, reduzindo a efetividade do time, já que cada membro passa a trabalhar em detrimento do outro.

Ao recompensar o indivíduo, o que se está incentivando é a competição entre os membros do time, ao invés da colaboração para se alcançar os objetivos comuns.

Assim,prefere-se que times Ágeis sejam avaliados e recompensados como um time, e não como indivíduos.

É importante destacar, no entanto, que algumas abordagens de avaliação cruzada entre membros do Time de Desenvolvimento, ou seja, em que cada membro avalia seus colegas, têm se mostrado efetivas.

Nessas abordagens, o conjunto das avaliações serve de base para o sistema de recompensas, sendo em geral cruzado com a avaliação externa da contribuição do Time de Desenvolvimento como um todo.

Esse tipo de avaliação funciona melhor quando são realizadas quanto à contribuição do indivíduo para a efetivação de valores como colaboração, comunicação, foco, etc, ao invés da quantidade de trabalho realizada por cada um.

Orientado à excelência técnica

A ATENÇÃO CONTÍNUA À EXCELÊNCIA TÉCNICA E A UM BOM PROJETO AUMENTA A AGILIDADE.

Esse princípio Ágil reforça a ideia de que um Time de Desenvolvimento deve possuir pessoas tecnicamente qualificadas que trabalhem de forma a produzir com consciência e entregar Incrementos do Produto de alta qualidade.

Não existe mágica:

NÃO HÁ MÉTODO OU PROCESSO QUE FAÇA COM QUE MAUS PROFISSIONAIS PRODUZAM BONS RESULTADOS.

Problemas técnicos podem se acumular no projeto devido à falta de qualificação, ou até mesmo por falta de compromisso com a qualidade.

Times de Desenvolvimento são orientados à excelência técnica e, assim, não apenas possuem os conhecimentos e habilidades necessários, mas também continuamente se preocupam em não gerar dívidas técnicas ou, ao menos, em mantê-las de forma controlada e planejar sua resolução.

Ainda que se considere suficientemente qualificado, o Time de Desenvolvimento está sempre buscando melhores formas de fazer seu trabalho, de se tornar mais efetivo e de produzir com mais qualidade.

Diversas práticas do Scrum reforçam essa ideia de Ciclo de Melhoria Contínua. Entre elas, a reunião de Sprint Retrospective.

Focado nas metas

Uma meta no Scrum é uma necessidade ou objetivo de negócios a ser atendido como resultado de um trabalho. Essas metas são estabelecidas pelo Product Owner e ajustadas em conjunto com o Time de Desenvolvimento.

Nessa colaboração, o Product Owner sabe que forçar o Time de Desenvolvimento além de sua capacidade de produção não trará os resultados que ele almeja e que um Time de Desenvolvimento comprometido buscará dar o melhor de si para entregar valor para os clientes do projeto.

Cada Sprint possui uma meta, chamada de Meta do Sprint. Além dessas metas, pode se definir uma Visão do Produto e uma Meta para cada Release do Produto ou marco do Roadmap do Produto.

Essas metas provêm um foco e uma direção para o trabalho do Time de Desenvolvimento, incentivando a auto-organização. Além disso, elas motivam e oferecem ao Time de Desenvolvimento alguma flexibilidade sobre as entregas correspondentes.

O Time de Desenvolvimento mantém seu foco de trabalho nas metas estabelecidas, e assim dedica o máximo do seu tempo útil ao projeto.

Um Time de Desenvolvimento que pratica multi tarefa, ou seja, trabalha em mais de um projeto ao mesmo tempo ou em outras atividades além do projeto, encontra grandes desafios para conseguir manter seu foco nessas metas.

Para ajudar a manter seu foco na Meta da Sprint, o Time de Desenvolvimento se compromete formalmente com a mesma na reunião de Sprint Planning, tornando-se responsável por atingi-la e sendo responsabilizado por conseguir ou não tal resultado.

 

Sobre o autor:

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Jefferson Duarte – Gerente de Programas e Projetos na empresa Claro Brasil. Certificaçação PMP®, ITIL® e MCTS® em Microsoft Project. MBA Executivo Internacional em Gerenciamento de Projetos pela FGV e Gestão de Projetos de T.I. pelo IBTA. Pós-Graduado em Tecnologia WEB para Sistemas de Gestão Empresarial. Graduado em Ciências da Computação. Atuação profissional na área de T.I. com Processos e Projetos por mais de 15 anos. E-mail: contato@gp4us.com.br e site: https://www.gp4us.com.br

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