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Para que e como utilizar abordagens ágeis nas organizações?

Publicado em 30/05/2018

A Revista PM Network deste mês (http://www.pmnetwork-portuguese.com/pmnetworkpt/juhlo_2017?pg=16#pg16), do Project Management Institute (PMI), apresentou alguns resultados interessantes de pesquisas realizadas pela VersionOne, CA Technologies e Deloitte. Um deles mostra que a grande maioria acha fundamental a colaboração e a agilidade, mas poucos se acham altamente ágeis.

Na realidade, o discurso do ágil é fácil, mas a implementação não é trivial. No ano passado eu publiquei um artigo no Linkedin intitulado “Não adianta querer um Projeto Ágil se a Organização é Lenta”. Nele eu comento o Relatório do PMI “Pulso da Profissão: Agilidade Organizacional” que mostrou como a agilidade organizacional impacta o sucesso e sugere dicas de como aumentar essa agilidade. O relatório revelou que as Organizações altamente ágeis possuíam o dobro de probabilidade de ter maior sucesso em suas novas iniciativas do que suas concorrentes com baixa agilidade.

São cinco as razões pelas quais as empresas buscam adotar métodos ágeis: capacidade de gerenciar mudanças com prioridade; visibilidade do projeto; aumento da produtividade das equipes; velocidade de entrega / time to marketing; e moral da equipe. O que eu acho é que tudo se resume em entregar mais rápido para o cliente o que foi demandado, sem prejuízo para a qualidade.

Os cinco maiores obstáculos que impedem as organizações de implementar métodos ágeis: questões de segurança; restrições de orçamento; integração de ferramentas e técnicas; qualificações e conhecimento interno e cultura organizacional. Embora tenha sido o menor percentual da lista acima, eu considero que a questão cultural é a mais relevante. Não é fácil fazer com que as pessoas trabalhem de forma colaborativa e com foco na agilidade global. Vemos várias experiências de utilização do SCRUM fracassarem no Brasil em razão das equipes não terem disciplina e pontualidade.

As cinco dicas dos entrevistados, para o escalonamento bem-sucedido de métodos ágeis foram: ter instrutores internos de ágil; patrocínio executivo; processo e práticas uniformes; implementação de uma plataforma comum entre as equipes; e consultores ou instrutores de ágil. Eu acrescentaria como fundamental tratar como projeto a iniciativa de implementar métodos ágeis, tendo um foco bem forte na comunicação.

De qualquer maneira, ser ágil hoje é uma necessidade, mas sem ser desorganizado. Costumo dizer que uma coisa é utilizar SCRUM e outra é ser SCRUMLAMBADO. Por exemplo, na gestão de projetos precisamos utilizar metodologias híbridas, que misture o tradicional (PMBOK e Prince2) com modelos visuais e ágeis (SCRUM, Kanban, Lean e Canvas).

carlos_magno

Sobre o Autor:

Carlos Magno da Silva Xavier (Doutor, PMP), Diretor do Grupo Beware – Eleito, em 2010, uma das cinco personalidades brasileiras da década na área de gerenciamento de projetos. É autor/coautor de 14 livros, Doutor em Administração pela Universidad Nacional de Rosário, Mestre pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e certificado Project Management Professional (PMP) pelo Project Management Institute (PMI). É sócio-diretor da Beware Consultoria Empresarial e professor do MBA em Projetos da Fundação Getúlio Vargas desde 2001. Sua experiência profissional, de mais de 20 anos em gestão de projetos, programas e portfólio, inclui a consultoria em várias organizações, como TIM, Marinha do Brasil, BR Distribuidora, Petrobras, Halliburton, SESC-Rio, Eletronuclear, Eletropaulo, Odebrecht, Shopping Iguatemi entre outras. E-mail de contato: magno@beware.com.br – Site: http://beware.com.br

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Editor

  1. Luciana Parrela disse:

    A agilidade no gerenciamento de projetos evidencia o crescimento organizacional com maior rapidez e as empresas que utilizam esta metodologia possuem maior probabilidade de terem sucesso em seus projetos. No entanto, deve-se investir em um bom planejamento e equipe técnica qualificada, a fim de não comprometer a qualidade na entrega do produto final.
    Esta metodologia auxilia no desenvolvimento da execução dos projetos, identifica falhas em um curto período de tempo, permite o gerenciamento de possíveis mudanças com eficiência, e ainda aumenta a produtividade e motivação da equipe.
    Por fim, a diminuição no tempo é uma consequência de um bom planejamento aliado a outras ferramentas, visando a satisfação dos clientes.

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