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SUN TZU: Estratégia e riscos em projetos

Publicado em 01/10/2018

RESUMO
O presente trabalho teórico consiste no estudo sobre os ensinamentos descritos no livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu sob a ótica dos conceitos de estratégia e riscos em projetos. Os conceitos de Sun Tzu aplicados em contexto de guerras foram trazidos para a situação atual do mundo dos negócios e discutidos como forma de vencer a guerra da competitividade por meio do planejamento bem elaborado e adoção de estratégias de baixo risco na obtenção de vantagem competitiva. Verificou-se a importância do levantamento de informações e realização de planejamento detalhado das ações. Além disso, constatou-se a relevância do papel do líder na garantia do cumprimento das ações planejadas.

Palavras-chave: A arte da guerra, estratégia, gerenciamento de riscos, gerenciamento de projetos.

 

ABSTRACT
This theoretical work consists in a study about the teachings described in the book “The Art of War”, written by Sun Tzu, from the perspective of the concepts of strategy and risks in projects. The ideas that the author applied in the context of wars were brought to the present situation of the business world and were discussed as a way to win the war of competitiveness through well detailed planning and by choosing low risk strategies in gaining competitive advantage. The importance of the information gathering and the accomplishment of detailed planning of the actions were verified. In addition, it was verified the relevance of the leader’s role in ensuring compliance with the planned actions. Keywords: The Art of War, strategy, risk management, project management.

 

INTRODUÇÃO
Apesar de ter sido escrito a cerca de 500 anos antes de Cristo, o livro “A Arte da Guerra” tem ainda muita relevância no contexto atual. O texto, apesar de tratar das guerras, pode ser associado ao mundo dos negócios por este ser um campo de batalha devido à concorrência cada vez mais acirrada (LIMA, 2014).Para lidar bem frente a esse ambiente altamente competitivo é importante adotar estratégias de gerenciamento de projetos, pois a empresa que melhor o fizer garantirá sua sobrevivência. Entretanto, pesquisas direcionadas ao entendimento de como a gestão de projetos contribui para a geração de vantagem competitiva nas empresas não têm sido muito realizadas (WESTPHAL e TATTO, 2008). Nas empresas onde o gerenciamento de projetos não é tratado com relevância é mais árduo o trabalho de propagar as melhores práticas de gerenciamento de projetos (DE DOBBELEER, 2009) e, com isso, tais empresas não usufruem da oportunidade de crescer de forma sólida.

É necessária uma estratégia bem definida, sendo ela mais importante que o crescimento de uma empresa. A estratégia é a combinação dos objetivos que uma empresa persegue e os meios para atingi-los. (PORTER, 1986). Para
Porter ainda, a estratégia se trata de um mecanismo de defesa contra as forças competitivas do mercado (Cinco Forças de Porter).

Os projetos de uma empresa têm por finalidade suprir uma demanda, aumentar produção ou melhorar um processo. Caso contrário, não haveria motivo para a sua execução. O que determinará o sucesso ou insucesso dos projetos será a forma como a empresa levanta informações, planeja e executa suas ações, bem como as características de seus líderes. O projeto necessariamente deve ser bem moldado antes do início, traçando metas e
objetivos a serem conquistados, delineando a forma de trabalho a ser empregada e deixando-as claras a todos envolvidos. Com isso, os riscos serão também minimizados. Além disso, uma equipe determinada a ajudar em um
projeto é fundamental, pois, caberá ao gestor norteá-las e monitorar, dando assim espaço para que ele possa trabalhar e promover melhorias. Entretanto, em uma equipe não comprometida, o gestor terá trabalho para
reverter o quadro, pois, ele terá que marcar território, será obrigado a tomar ações drásticas em alguns casos, já que está em forte risco de perder até seu posto de trabalho.

Diante da situação apresentada, verifica-se a importância da adoção de uma estratégia bem planejada e com avaliação dos riscos bem estabelecida no desenvolvimento de projetos empresariais para se obter vantagem competitiva e se manter no mercado. Com a realização do presente trabalho objetivou-se estudar os ensinamentos descritos no livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu sob a ótica dos conceitos de estratégia e riscos em projetos.

 

DESENVOLVIMENTO

No mundo dos negócios visa-se vencer a guerra da competitividade e isso é conquistado por meio de execução de projetos bem elaborados e pautados na adoção de estratégias inteligentes e no gerenciamento de riscos.

A primeira etapa para a elaboração de bons projetos é o levantamento de informações e aquisição de conhecimento.

A arte da guerra é de vital importância para o Estado. É uma questão de vida ou morte, dela depende o caminho para a segurança ou para a ruína. Desse modo, trata-se de um assunto a ser pesquisado e que não pode, de jeito algum, ser negligenciado (SUN TZU,2015)

Assim como nas guerras, as empresas não devem negligenciar a importância da pesquisa e levantamento de informações acerca dos seus ambientes interno e externo. Os resultados da análise dos pontos fortes, fracos, das oportunidades e das ameaças (análise SWOT) de uma organização, quando bem implementados em projetos de melhoria, determinam a sobrevivência do negócio. A análise SWOT deve ser a primeira avaliação de viabilidade de projeto feita em todo planejamento e com ela é possível estimar as chances de sucesso em um projeto de ampliação dos negócios, por exemplo (LIMA, 2014).

Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo não precisa temer o resultado de cem batalhas (SUN TZU,2015)

Sun Tzu(2015) também afirma que os valorosos lutadores de antigamente primeiro se punham em posição de não poder ser derrotados e só aí esperavam uma oportunidade para vencer o inimigo.

Percebe-se, assim, a importância da cautela nas ações. É fundamental a empresa gerenciar seus negócios de forma a se manter no mercado enquanto aguarda o momento de agir. Entretanto, a oportunidade da ação deverá ser criada pela organização. É preciso planejar bem suas iniciativas de busca pela criação de vantagem competitiva.

Nesse sentido, Sun Tzu (2015) afirma que aquele que antecipa sua chegada ao campo de batalha e lá espera pela chegada do inimigo estará descansado para a luta; no entanto, aquele que chega atrasado ao campo de batalha terá de correr para se preparar e ficará exausto.

Da mesma forma acontece no ambiente empresarial. A empresa que tomam a iniciativa e buscam se preparar para enfrentar o “inimigo” na figura do concorrente é aquela que terá criado melhores condições de competir e sairá com vantagem nas disputas por mercado.

Para garantir o sucesso dos projetos é preciso planejá-los bem. O planejamento mal realizado culmina em insucessos que podem trazer conseqüências temíveis como até mesmo a falência da organização (LIMA, 2014). Como etapa de preparação tem-se o levantamento e escolha da estratégia que será adotada. Há cinco maneiras de atacar com fogo. A primeira é queimar os soldados em seu acampamento; a segunda é queimar seus almoxarifados de suprimentos; a terceira é queimar seus trens de carga; a quarta é queimar os arsenais de armas e munições; a quinta é lançar bolas de fogo em meio ao inimigo (SUN TZU, 2015).

Portanto, há diversas possibilidades de ações a serem adotadas. Entretanto, é importante avaliar bem cada uma delas para definir qual a estratégia que apresenta menor risco e maior possibilidade de sucesso. Há diversas causas para o fracasso como por exemplo a escolha de estratégias não efetivas ou até mesmo a falta de competências necessárias para implementar os projetos (JUNIOR, 2010). Além disso, também se atinge resultado insatisfatório quando não há na equipe um líder capaz de gerenciar as pessoas e motivá-las à realização adequada das ações propostas. Um bom líder é aquele que dá ordens de forma clara e confiante.

Segundo Sun Tzu (2015), quando o comandante demonstrar fraqueza, não tiver autoridade, suas ordens não forem claras e seus oficiais e tropas forem indisciplinados, o resultado será o caos e a desorganização absoluta”.

Além do mais, o líder ideal conhece a sua equipe e sabe explorar o potencial de cada integrante.

Como diz Sun Tzu (2015), o verdadeiro método, quando se tem homens sob as nossas ordens consiste em utilizar o avaro e o tolo, o sábio e o corajoso, e em dar a cada um a responsabilidade adequada.

Cada pessoa tem diferentes anseios pessoais dentro de uma corporação e estes devem ser lapidados a cada dia até que se chegue em um denominador que fique bom para ambas as partes interessadas. Consequentemente, as equipes motivadas juntamente com seu líder serão capazes de colocar em prática com sucesso os projetos propostos pela empresa e contribuir para que esta adquira vantagem competitiva e se mantenha bem no mercado.

CONCLUSÃO

Verificou-se a importância do levantamento de informações e realização de planejamento detalhado das ações. É preciso conhecer, estudar e antever cada ação, pois somente com conhecimento e monitoramento pode-se traçar metas e minimizar riscos. Além disso, constatou-se a relevância do papel do líder na motivação da equipe e na garantia do cumprimento das ações planejadas.

Não se trata de adotar uma única estratégia em um projeto e sim, a quantidade necessária, já que cada situação, requer uma ação par minimizar os riscos, diante essa situação, podemos dizer que o gestor que se apegar a uma estratégia somente, poderá obter insucesso.

 

Essa é uma série de artigos sobre os ensinamentos descritos no livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu aplicados na gestão de projetos. Veja as datas de publicação dos artigos dessa série:

SUN TZU: Estratégia e riscos em projetos (Disponível para leitura 01/10/2018)

SUN TZU: Recursos e Logística em Projetos (Estará disponível para leitura em 15/10/2018)

SUN TZU: Liderança em Projetos  (Estará disponível para leitura em 29/10/2018)

 

REFERÊNCIAS

DOBLER, Nicolas. Estratégia para Desenvolver Gerenciamento de Projetos em uma Empresa de Baixa Maturidade. 2009. Disponível em <

>. Acesso em 24 ago. 2018.

LIMA, Paulo Junio. Sun Tzu, a arte da guerra no plano empresarial. 2014. Disponível em <http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/sun-tzu-a-arte-da-guerra-no-plano-empresarial/82938/>. Acesso em 24 ago. 2018.

JUNIOR, Gerson Cancino. Gestão de projetos e seu reflexo na estratégia da empresa. 2010. Disponível em <http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/gestao-de-projetos-e-seu-reflexo-na-estrategia-da-empresa/44892/>. Acesso em 24 ago. 2018.

POTER, Michael E. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústria e da concorrência. In: Estratégia competitiva para análise de industrias e da concorrência. 2008.

TZU, Sun; PIN, Sun.A arte da guerra. WWF Martins Fontes, 2015.

 

Sobre os autores:

 

PATRÍCIA CARVALHO RIBEIRO – Graduada em Engenharia Química pela UFMG, cursando especialização em Gerenciamento de Projetos pela PUC Minas, Técnica em Química pelo CEFET-MG. Experiência em laboratórios físicos e químicos e em trabalhos de pesquisa e desenvolvimento em diversas áreas de conhecimento.  Linkedin:  www.linkedin.com/in/patrícia-carvalho-ribeiro-466599ab   E-mail: patriciacarvalhoribeiro@hotmail.com

WALERSON ALVES –  Engenheiro Civil, especialista em projetos hidrossanitários, gases especiais e medicinais, e prevenção em combate á incêndios. Experiência profissional em projetos e construção de médio e grande porte. Linkedin:  https://www.linkedin.com/in/walerson-alves-67971728/   E-mail: walcalves@uol.com.br

WELTON DOS REIS GOMES – Graduado em Gestor Ambiental, pela UNOPAR- Universidade Norte do Paraná- Sete Lagoas – MG, atualmente cursando especialização em Gerenciamento de Projetos pela PUC Minas – Sete Lagoas – MG. Supervisor florestal na Agroflor Engenharia e Meio Ambiente desde 2010. Especialista em técnicas de Bioengenharia com experiência de mais de 15 anos. Responsávelpor equipes que realizam atividades pela execução dos projetos e plantios florestais e Bioengenharia. Linkedin: www.linkedin.com/in/welton-gomes-92556546 E-mail: weltonreisgomes@gmail.com Contato: (31) 98387-1414

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