Publicado em 03/06/2026
Resumo
Este artigo analisa os ganhos obtidos na implementação do Last Planner System – LPS em projetos, com ênfase no aumento de produtividade e eficiência.
O setor da construção civil é caracterizado por apresentar altos índices de desperdícios em seus projetos e baixa eficiência produtiva, necessitando de modificações em seu Sistema produtivo tradicional, para que, dessa maneira, consiga atender de forma rápida e ágil às exigências dos seus clientes.
O setor da construção civil, por sua natureza complexa e dinâmica, enfrenta desafios significativos na gestão de projetos, destacando a necessidade de abordagens inovadoras. O Last Planner System (LPS), uma metodologia lean focada em eficiência e colaboração, surge como uma solução potencial para aprimorar as práticas de planejamento nesse contexto desafiador, aperfeiçoando os processos produtivos no canteiro de obra, trazendo benefícios por meio da diminuição de desperdícios e extraindo maior produtividade das equipes de produção.
Palavras-chave: Lean Construction, Gestão de Projetos, Last Planner System Last Planner System, Planejamento Lean, Eficiência Operacional, Gestão de Projetos, Redução de Desperdícios, Produtividade na Construção, Sistemas de Produção Enxuta.
1 Introdução
A indústria da construção civil é caracterizada por sua complexidade, envolvendo uma ampla gama de atividades interconectadas, equipes multidisciplinares e prazos rigorosos. Nesse cenário desafiador, a eficiência no planejamento é crucial para o sucesso de projetos, influenciando diretamente a qualidade, custos e prazos de entrega. Deste modo, o planejamento eficiente é fundamental devido a natureza das atividades de construção exigir uma coordenação precisa e sincronização entre diferentes equipes e estágios do projeto. Atrasos em uma fase podem resultar em efeito cascata, impactando todo o cronograma e aumentando custos. Além disso, a gestão eficaz dos recursos, incluindo mão de obra, materiais e equipamentos, é essencial para evitar desperdícios e garantir a utilização otimizada dos mesmos.
A busca pela maximização de margens de lucro, redução de custos, otimização da produção e adoção de ferramentas de suporte em gestão na indústria da construção civil tem sido uma tendência observada desde a década de 1990. Koskela (1992) afirma que a filosofia Lean Manufacturing, que se originou no Japão com o Sistema Toyota de Produção, tem sido um modelo bem-sucedido para melhorar a eficiência, reduzir desperdícios e aumentar a produtividade na indústria manufatureira. Esses princípios foram adaptados para a construção civil, dando origem ao Lean Construction. O Lean Construction é uma abordagem que visa aplicar os princípios lean, como eliminação de desperdícios, melhoria contínua e foco no valor do cliente, às práticas da construção civil.
Desenvolvido por Glenn Ballard e Greg Howell na década de 1990, de acordo com Ballard (2000) o Last Planner System (LPS) incentiva a melhoria contínua, redução de desperdícios e aprimoramento organizacional por meio dos princípios Lean. Ele é projetado para lidar com a variabilidade na indústria da construção buscando reduzi-la no curto prazo, bem como na melhoria da confiabilidade dos fluxos de trabalho. Ballard (2000) ainda enfatiza que este método busca definir restrições ao processo de produção, técnicas e ferramentas de controle, defende a ideia de trazer maior previsibilidade do processo por meio de hierarquização, desenvolvimento de cronogramas antecipados e programa de entrega de recursos. Diante destes conceitos, este artigo possui a seguinte pergunta problema: Como aumentar a produtivididade de projetos por meio da aplicação da metodologia Last Planner System?
De modo geral esta pesquisa busca analisar a aplicabilidade do LPS em projetos de construção civil, analisando resultados obtidos na aplicação do método com foco em ganho de produtividade e eficiência.
Com base nas informações apresentadas, este artigo primeiramente busca apresentar as definições e conceitos relacionados ao método LPS. Em seguida será apresentado a metodologia de pesquisa aplicada, sendo esta uma pesquisa qualitativa do tipo exploratória. Sequencialmente, será apresentado os resultados e considerações finais.
2 Fundamentação Teórica
A Metodologia Last Planner System (LPS) foi desenvolvida na década de 1990 por Glenn Ballard e Gregory Howell, americanos vinculados ao Lean Construction Institute. Fundamentada em princípios da filosofia Lean, o LPS destaca-se por sua capacidade de promover a eficiência, a colaboração e a melhoria contínua em ambientes desafiadores e complexos. A fundamentação teórica do LPS se baseia em princípios específicos que abordam os desafios intrínsecos à indústria da construção. Segundo Ballard (2000) o objetivo desse sistema inicalmente era focado na melhoria da qualidade das atribuições nos planos de trabalho semanais, logo após adicionou um processo lookahead para moldar e controlar o fluxo de trabalho. Na etapa de desenvolvimento de tal sistema seu objetivo passou de melhora da produtividade para melhora da confiabilidade, tendo como foco a diminuição da variabilidade do fluxo de trabalho.
A proposta do Last Planner System (LPS) destaca a importância de designar um responsável pela unidade de controle de produção em projetos de construção. Essa pessoa desempenha um papel crucial na coordenação e comunicação entre os participantes do projeto. Além disso, a criação de uma plataforma colaborativa é fundamental para que os membros da equipe possam planejar em conjunto, melhorar a eficiência e evitar processos incorretos e indesejados, resultando em uma maior qualidade da obra. Pasquire e Dickens (2019).
2.1 Filosofia Lean
O LPS é solidamente enraizado na filosofia Lean, originada no sistema de produção da Toyota. Essa abordagem busca eliminar desperdícios, otimizar processos e promover a melhoria contínua. No contexto da construção civil, a aplicação da filosofia Lean significa eliminar atividades que não agregam valor, reduzir estoques e promover a eficiência em todas as etapas do projeto.
Koskela (1992) destaca um dos principais objetivos do Lean Construction (LC), que é compreender e melhorar os processos produtivos na construção civil por meio de análise do deslocamento físico entre as atividades de movimentação, espera, processamento e inspeção.
Em sua publicação, Koskela (1992) apresenta 11 princípios do Lean Cronstruction:
1- Considerar as necessidades do cliente com objetivo de aumentar o valor do produto; 2- Reduzir o tempo de ciclo (lead time);
3- Reduzir atividades que não agregam valor ao produto final; 4- Simplificar tarefas, eliminando passos e partes;
- Dar foco no controle do global do processo;
- Manter equilíbrio entre melhorias de fluxo e nas conversões; 7- Reduzir a variabilidade;
- Aumentar a transparência do processo;
- Aumentar a flexibilidade do resultado final; 10- Aplicar a melhoria contínua no processo;
4- Fazer benchmarking (analisar a concorrência para obter aprendizado)
2.2 Hierarquização do Last Planner System
O Last Planner System (LPS) é uma abordagem hierárquica para o planejamento e controle de projetos, especialmente aplicável à indústria da construção. Ele organiza as atividades de planejamento em diferentes níveis, com cada nível abordando aspectos específicos do processo.
Ballard (2000) representa o LPS em três níveis: planejamento de longo, médio e curto
prazo.
- Planejamento de longo prazo: Também conhecido como planejamento mestre, este tem foco nos objetivos gerais do projeto, bem como restrições dos
Planejamento de médio prazo: Também conhecido como lookahead, neste planejamento é formado o fluxo de trabalho através das especificações dos meios necessários à realização das atividades. A figura 01vem apresentar as funções atribuidas ao processo de lookahead.

Figura 1. Funções do processo lookahead.
Fonte: Ballard (2000)
– Planejamento de curto prazo: Também conhecido como planejamento de comprometimento. Um planejador (ou grupo de planejadores) determina qual trabalho será realizado na semana seguinte, essa determinação é conhecida como atribuições. Tais atribuições são únicas pois impulsionam o trabalho direto. A pessoa ou grupo que determina as atribuições é denominado com “Último planejador”. (Ballard e Howell 1994)
A hierarquização do Last Planner System permite uma abordagem estruturada e progressiva para o planejamento e controle de projetos, integrando aspectos estratégicos, táticos e operacionais, como abordado na figura 02. Ao focar em compromissos realistas, revisões frequentes e colaboração ativa, o LPS visa melhorar a eficiência, reduzir desperdícios e melhorar a qualidade nas fases de construção do projeto.

Figura 2. Níveis e horizontes do planejamento Fonte:Ballasr (2000)
1.1 Planejamento Puxado (Pull Planning):
O conceito de planejamento puxado do LPS é derivado da filosofia Lean e incentiva a definição de metas de forma colaborativa, com base na demanda real e nas capacidades disponíveis. Esse processo de pull planning promove um planejamento mais realista e adaptável, alinhando as expectativas com a capacidade efetiva de execução.
Ballard (2000) apresenta o conceito de puxar como um método de incorporar materiais ou informações no processo produtivo, como alternativo ele apresenta o conceito de inserir entradas em um processo tendo por base as datas previstas de entrega ou conclusão. O autor ainda afirma que o método de puxar viabiliza a entrada de materiais ou informações no processo de produção mediante a real capacidade de execução desse trabalho.
Em nosso sistema Last Planner, a conformidade das atribuições com os critérios de qualidade constitui uma verificação de capacidade. Além disso, preparar as atribuições no processo de antecipação é explicitamente uma aplicação de técnicas pull. Conseqüentemente, o Last Planner é um tipo de sistema pull. Ballard (2000)
1.2 Ajuste de carga e capacidade para que sejam correspondentes
Combinar carga com capacidade é um fato fundamental para otimizar a produtividade em sistemas de produção. Essa combinação eficaz é vital para garantir que a demanda de trabalho seja gerenciada de maneira equilibrada com a capacidade disponível.
Qualquer que seja a precisão das estimativas de carga e capacidade, o planejador deve fazer alguns ajustes. Qualquer carga pode ser alterada para corresponder à capacidade, a capacidade pode ser alterado para corresponder à carga ou, mais comumente, uma combinação dos dois. Considerando a vantagem de manter uma força de trabalho estável e evitar mudanças frequentes, a preferência geralmente é para ajustar a carga. No entanto, esse não será o caso quando houver pressões para cumprir marcos programados ou datas de término. Ballard (2000)
Ballard, em seu estudo, faz uma observação importante sobre a dinâmica entre carga e capacidade em sistemas de produção, destacando a flexibilidade que existe para ajustar ambos os elementos:
A carga pode ser alterada para corresponder à capacidade, retardando ou acelerando o fluxo de trabalho A capacidade pode ser alterada para corresponder à carga, reduzindo ou aumentando os recursos. Puxar ajuda equilibrar a carga com a capacidade porque a PU pode solicitar o que precisa e na medida necessária quantidades. Ballard (2000)
1.3 Atribuições do Last Planner
Ballard (2000) define o last planner como o responsável por evoluir o que DEVE ser feito no que PODE ser feito, formando assim um inventário de trabalho pronto, a partir do qual podem ser formados planos de trabalho semanais, como mostra a figura 03.

Figura 3. O último planejador Fonte: Ballard (2000)
3 Metodologia
A abordagem adotada para esta pesquisa é de caráter qualitativo, isso pois segundo Gunter (2006) a natureza dos dados qualitativa é destinada às pesquisas que buscam o entendimento de um determinado fenômeno, seja este de natureza social ou cultural, fazendo uso de interpretações, descrições e comparações.
Dentre as quatro características da pesquisa qualitativa enfatizadas por Gunter (2006), esta se afirma qualitativa uma vez que busca a compreensão como princípio do conhecimento, bem como a construção da realidade, na qual a pesquisa é considerada como um ato subjetivo de construção.
Quanto aos fins esta caracteriza-se como exploratória. Adotando o conceito de Gil (2008), a pesquisa exploratória tem como finalidade gerar maior entendimento do problema, buscando assim torná-lo mais claro e objetivo. Baseando em tal conceito é possível afirmar o enquadramento neste ramo de pesquisa.
Classifica-se como bibliográfica uma vez que foram utilizado várias publicações, dentre elas livros, artigos científicos e apostilas, para dar embasamento teórico aos temas abordados. Segundo Fontelles et al (2009, p. 7) “sua base é a análise de material já publicado. É utilizada para compor a fundamentação teórica a partir da avaliação atenta e sistemática de livros, periódicos, documentos, textos, mapas, fotos, manuscritos e, até mesmo, de material disponibilizado na internet.”
Esta é classificada como documental, pois, Mattar (1996) delimita tal tipo de pesquisa sendo apropriada para a fase inicial, pois a compreensão e entendimento do pesquisador com relação aos assuntos abordados na maioria das vezes são insuficientes. Ainda neste contexto o autor delimita pesquisa documental seguindo uma vertente similar à pesquisa bibliográfica, sendo distinguidas sobretudo pelo tipo de fontes consultadas.
4 Resultados
Em revisão bibliográfica estudada para analisar o comportamento de projetos de construção mediante a implementação do Last Planner System observa-se que tal metodologia tem uma contribuição significativa para o ganho em aumento da produtividade e confiabilidade do processo, tais ganhos são impulsionados sobretudo pelos seguintes fatores específicos:
- Melhoria na comunicação: promove uma comunicação eficaz e assertiva entre as equipes, ajudando a evitar mal-entendidos e garantindo que todos estejam na mesma página em relação aos objetivos e prazos do projeto.
- Redução de desperdícios: Ao planejar e executar tarefas de maneira mais eficiente, o LPS ajuda a reduzir desperdícios de tempo, recursos e materiais, contribuindo para uma gestão mais sustentável do projeto. Por meio da aplicação do conceito de planejamento puxado é possível trazer um planejamento que acompanha a realidade do projeto, atribuindo insumos de acordo com a capacidade efetiva de execução.
- Redução de espera e ociosidade: o LPS permite minimizar desperdícios, incluindo o tempo de espera por recursos ou informações. Isso resulta em uma redução da ociosidade, permitindo que as equipes trabalhem de maneira mais contínua e
- Aumento da eficiência operacional: ao eliminar desperdícios e melhorar a eficiência entre as equipes, o LPS permite uma maior eficiência operacional em todas as fases do
- Planejamento colaborativo: a implementação da metodologia permite o envolvimento colaborativo de todas as partes interessadas no processo de Isso inclui não apenas os gerentes de projeto, mas também os trabalhadores de campo, fornecedores e outros membros da equipe. Essa colaboração ajuda a obter uma visão mais abrangente e prática do que é necessário para concluir com sucesso uma tarefa.
- Métricas e medição de desempenho: incentiva o uso de análises para medir o desempenho do projeto. Isso inclui a avaliação do cumprimento de prazos, a produtividade da equipe e outras considerações Tais análises ajudam as equipes a identificar áreas de melhoria e tomar decisões informadas para melhorar o desempenho.
- Gestão visual: A implementação do LPS envolve o uso de ferramentas visuais, como quadros kanban e gráficos de Gantt, para representar visualmente o progresso do Essas representações visuais facilitam o acompanhamento do status do projeto e ajudam na identificação rápida de problemas.
- Compromisso com metas realistas: O sistema promove o estabelecimento de metas realistas e alcançáveis, pois as equipes estão envolvidas na definição dos prazos e na avaliação realista da capacidade de
- Melhoria na programação: melhorar consideravelmente o planejamento e a programação das atividades do projeto, permitindo uma visão mais realista dos prazos e recursos necessários.
- Visibilidade do fluxo de trabalho: o sistema proporciona uma visão clara do fluxo de trabalho, permitindo que as equipes identifiquem gargalos e ineficiências, resultando em ajustes para otimização do fluxo de
- Foco na entrega de valor: o LPS ajuda as equipes a se concentrarem nas atividades que agregam mais valor ao projeto, garantindo que os recursos sejam alocados de maneira eficiente para alcançar os objetivos estratégicos.
- Aprimoramento da tomada de decisão e gestão de risco: ao fornecer informações em tempo real sobre o progresso do projeto, o LPS capacita as equipes e os líderes a tomarem decisões informadas e rápidas para lidar com desafios
- Documentação e aprendizado: o LPS incentiva a documentação detalhada de processos e lições aprendidas, criando uma base de conhecimento valiosa para projetos futuros e facilitando o treinamento de novos membros da
- Padronização de processos: a implementação do LPS pode levar à padronização de processos, facilitando a replicação de práticas bem sucedidas em projetos
- Maior satisfação do stakeholder: ao melhorar a entrega de projetos dentro do prazo e do orçamento, o LPS contribui para a satisfação geral das partes interessadas, incluindo clientes, investidores e comunidade
- Redução de estresse e pressão: Ao promover um ambiente mais previsível e controlado, o LPS pode reduzir o estresse e a pressão sobre a equipe, resultando em um ambiente de trabalho mais saudável.
Em conjunto, esses elementos do LPS trabalham sinergicamente para criar um ambiente onde a produtividade não é apenas maximizada, mas também sustentável ao longo do ciclo de vida do projeto. Essa abordagem colaborativa e centrada na eficiência contribui para a execução bem-sucedida e eficaz de projetos. O aumento da produtividade no contexto do Last Planner System é uma consequência direta da abordagem colaborativa, do planejamento realista, do comprometimento da equipe e da eliminação de desperdícios, criando um ambiente propício para operações mais eficientes e eficazes em projetos de construção e gestão de projetos em geral.
A implementação do Last Planner System, por sua vez, pode enfrentar algumas dificuldades, e é importante estar ciente desses desafios para superá-los com sucesso. Conforme enfatizado por Daniel (2019), há alguns fatores que contribuem para o fracasso da implementação da metologia. Algumas das dificuldades comumente enfrentadas incluem resistência à mudança, uma vez que, comumente as equipes podem resistir a mudanças em processos propostos. A adoção do LPS pode exigir uma mudança significativa na mentalidade e na forma como as equipes estão acostumadas a gerenciar projetos. Outro desafio é a cultura organizacional, se a cultura organizacional não favorece a colaboração, a transparência e o aprendizado contínuo, a implementação do LPS pode ser mais solicitada. Uma metodologia requer um ambiente que valorize esses princípios.
Faz-se necessário evidenciar outros fatores como falta de treinamento adequado, uma vez que a equipe precisa entender completamente como usar a metodologia. Entende-se que a falta de treinamento adequado pode resultar em uma implementação conveniente e subutilização da metodologia. A falta de envolvimento das partes interessadas também é um ponto chave, pois A implementação exige um comprometimento significativo de todas as partes envolvidas, desde a liderança até os trabalhadores no local. A falta de comprometimento pode levar a uma execução inconsistente e, eventualmente, ao abandono do sistema. Por fim, dar-se ênfase à comunicação ineficaz e falta de apoio da alta administração, a comunicação ineficaz pode levar a mal-entendidos e a uma falha de implementação, sendo garantir uma comunicação clara e aberta durante todo o processo. Já a falta de apoio da alta administração pode gerar difículdade na adesão e sustentabilidade do método.
É crucial o envolvimento de todos, independentemente do nível ocupado no projeto. Para que a metodologia se torne realmente eficiente é essencial o envolvimento de todas as partes interessadas, incluindo gerentes, trabalhadores e clientes. Caso não estejam verdadeiramente envolvidos e comprometidos com a implementação do LPS, os resultados podem ser prejudicados.
5 Considerações Finais
Este artigo buscou demonstrar os impactos em eficiência e produtividade em projetos de construção civil por meio da implementação de rotinas de metodologia Last Planner System. A metodologia LPS é uma ferramenta eficaz para aprimorar a gestão de projetos na construção civil. Sua abordagem focada na colaboração, transparência e planejamento adaptável não apenas resolve desafios específicos, mas também promove uma mudança cultural que pode beneficiar a eficiência operacional e a satisfação do cliente em toda a indústria da construção. Essa metodologia não é apenas uma ferramenta de planejamento e sim uma mudança de mentalidade que impulsiona a eficiência, a colaboração e a excelência em todas as fases do projeto.
Ao longo deste estudo foi possível perceber que o LPS é de suma importância para o bom exercício do planejamento na construção civil, este aplica-se como uma ferramenta multidisciplinar, que abrange todos os níveis envolvidos no projeto, tendo objetivo voltado para a melhora da confiabilidade, tendo como foco a diminuição da variabilidade do fluxo de trabalho.
Desenvolvida na década de 1990, tal metodologia tem por princípio a filosofia Lean, com ênfase no Lean Construction. Atrelados a metodologia lean o LPS busca eliminar desperdício, otimizar processos e promover a melhoria continua.
Voltando a atenção ao objetivo desta pesquisa, que consiste no aumento de produtividade com o LPS, observa-se que tal metodologia cumpre com a proposta, mostrando ganho positivo no uso eficiente dos recursos para atingir os objetivos do projeto. O planejamento puxado promove a elaboração de um plano mais pragmático e flexível, alinhado de maneira consistente às expectativas e à efetiva capacidade de execução.
Dentre os principais ganhos com a aplicação da metologia observou-se que os principais deles são redução de desperdícios, espera e ociosidade, aumento da eficiência operacional, compromisso com metas realistas, aprimoramento da tomada de decisão e gestão de risco. É de suma importância também destacar os ganhos atrelados à redução de estresse e pressão, bem como maior satisfação do stakeholder.
Percebeu-se durante o estudo que, apesar dos inúmeros benefícios obtidos por meio da utilização da rolina LPS, o processo de implementação tende a sofrer alguns desafios. Dar-se ênfase à resistência à mundança por parte da equipe, falta de envolvimento das partes interessadas, e comunicação ineficaz. Para o real ganho com a metodologia é inerente que tais desafios sejam superados.
Deste modo, conclui-se que a implementação da Metodologia Last Planner System (LPS) na construção civil, de fato, transforma significativamente a dinâmica de um projeto, gerando impactos positivos em diversos aspectos.
Como proposta de continuidade dos estudos os autores sugerem a análise de tecnologia e ferramentas associadas que possam facilitar a implementação do Last Planner System, podendo incluir softwares de gestão de projetos, aplicativos móveis e outras soluções que tornam a tecnologia e o monitoramento do progresso mais eficientes.
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Alife Júnior Alves de Siqueira
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Mônica Fernanda Lessa de Morais
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Co-autoria
Carolina dos Santos de Oliveira
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Editor Midias
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